Fonte: Fantástico
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Devastação avança pela Cantareira
Eduardo Nunomura
A Cantareira é a Amazônia paulista. A mata atlântica vai virando carvão para pizzarias e caldeiras, vendida a preços módicos. Os angicos, os manacás, os jerivás e outras árvores nativas valem menos do que o eucalipto. Ironia. Aos poucos, donos de terra substituem a floresta pela espécie exótica. Se são flagrados cometendo esse crime, a pena vai de uma advertência a 3 anos de prisão - invariavelmente substituída por cestas básicas ou serviços à comunidade.
É o que deve ocorrer com João Cardoso, de 75 anos e dono de 157.300 mil metros quadrados na zona rural de Mairiporã. Há menos de um ano, ele iniciou o corte da mata atlântica. Plantou primeiro um milharal e em volta dele pés de eucalipto. Na sexta-feira, o tenente Emerson Anderson di Francesco, da Polícia Ambiental, e sua equipe flagraram o crime ambiental. Cerca de 30 mil m² de mata nativa haviam sido cortados. "O mato fica aqui, cai o pau, apodrece e não serve para nada. O eucalipto, eu corto e levo na firma para ganhar um dinheiro", explica Cardoso. A propriedade foi embargada, uma vez que não havia licença para fazer o corte.
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Fonte: Estadão 15/02/2009
Selo verde para florestas emperra no país
AFRA BALAZINADA
Nenhuma floresta nativa no Brasil ganhou o selo verde mais reconhecido do mundo, o FSC (Conselho de Manejo Florestal), em 2008. A certificação florestal no país teve curva ascendente até 2005. Depois disso, no entanto, entrou em queda, até chegar ao menor patamar desde 2000.
Os dados vão na contramão da intenção do governo de reduzir o desmatamento da Amazônia em 70% até 2018. Não é possível dizer que somente as áreas com selo FSC explorarão adequadamente a floresta.
A certificação, porém, ainda é a maior garantia de que a madeira extraída na área é oriunda de um processo sustentável, que cumpre todas as leis vigentes. Essa certeza é obtida por meio de auditorias.
Segundo empresários e engenheiros florestais ouvidos pela Folha, há vários motivos para o declínio da certificação no país. O primeiro da lista é a falta de regularização fundiária na Amazônia -boa parte das áreas privadas não têm documentação completa, o que impede a aprovação de planos de manejo e posterior certificação.Para Johan Zweede, diretor-executivo do IFT (Instituto Floresta Tropical), muitos empresários se animaram anos atrás a tentar obter o selo. Ele diz, porém, que em 2005, quando começaram ações mais intensivas para coibir a madeira ilegal, os que possuíam certificado foram tratados da mesma forma que os ilegais. "Isso desestimulou o empresariado."Tanto os empresários quanto o IFT ressaltam que o Banco da Amazônia, apesar de ter uma linha de financiamento para projetos de manejo sustentável, apoiou somente uma iniciativa até hoje. "Os bancos estão acostumados a trabalhar com agropecuária, mas não sabem lidar com floresta", diz Marco Lentini, do IFT.
Idacir Peracchi, dono da Juruá Florestal, afirma que os empresários esbarram "sempre na falta de áreas documentadas e na inércia do governo". Ele possui duas áreas certificadas até agora e deve ganhar o selo verde em mais duas áreas neste ano no Pará.A primeira área florestal brasileira certificada, em 1997, tinha aproximadamente 123 mil hectares. Agora, existem 2,8 milhões de hectares com selo -o equivalente ao território do Haiti, por exemplo.Entidades da Amazônia e empresários dizem que o número de certificações só aumentará o crescimento da concessão (ou aluguel) de florestas públicas. A primeira ocorreu no ano passado e permitiu a exploração da Floresta Nacional do Jamari (RO) por três empresas.
De acordo com Tasso Azevedo, diretor-geral do SFB (Serviço Florestal Brasileiro), a meta é ter, até o próximo ano, 4 milhões de hectares em processo de concessão florestal.Manoel Pereira Dias, presidente da empresa Cikel e da Aimex (Associação das Empresas Exportadoras de Madeira do Estado do Pará) afirma que a valorização do produto aumenta com a certificação. "Acabamos de voltar da feira e ficou claro que há uma procura muito grande por produtos certificados, porque dão garantia do marco legal", diz.Segundo Zweede, alguns países europeus, como a Alemanha, preferem e pagam mais pela madeira certificada.
Fonte: Folha 15/02/2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Minc: parceria com municípios fortalece meio ambiente

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, destacou a importância dos municípios para garantir o futuro ecológico do Brasil. Ao debater nesta quarta-feira (11) com novos prefeitos, em Brasília, a política do governo para habitação e saneamento ambiental, ele disse estar contente por ver a consciência dos gestores em relação ao assunto.
Ele lembrou que os temas meio ambiente e habitação, apesar da aparente distância, guardam inúmeras conexões. Não se fala da questão ambiental no Brasil sem enfrentar água, lixo e esgoto e por isso todas as pessoas que estão nesse grande auditório são parceiras para avançarmos nestas três linhas, observou o ministro.
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Fonte: Coalizão Rios Vivos
Almoços de graça saem caros
Roberto Smeraldi em 11/02/2009
FALTA DE informação e equívocos caracterizam a consulta pública sobre o Plano Decenal de Energia, em andamento até o final do mês. Não se comparam opções alternativas e se compram promessas de lobistas, tanto na relação entre clima e energia quanto a respeito dos bolsos do consumidor e do contribuinte.
Apesar de o plano de energia ignorar o plano de clima, todos concordam que combustíveis fósseis são um problema: nem sequer o governo assume essa escolha. Pelo contrário, justifica o investimento em termoelétricas como uma alternativa, suja, mas inevitável, a partir do fato de que ambientalistas teriam impedido a construção de usinas hidroelétricas.
Mesmo sem saber quais seriam as usinas abortadas por causa de ambientalistas, a questão-chave é que tanto o governo quanto os que criticam o plano acabam repassando a mesma ideia, isto é, que hidroelétricas emitiriam menos carbono do que as termoelétricas.
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Fonte: Ecofinanças
Representantes dos comitês de bacias receberão Guia do Sistema Paulista de Recursos Hídricos

Com fotos, mapas e informações detalhadas das bacias hidrográficas, o guia serve de orientação a todos os operadores do sistema.
A Coordenadoria de Recursos Hídricos – CRHi, vinculada à Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA, distribuirá aos novos representantes dos Comitês de Bacia Hidrográfica – CBH, que tomarão posse em março de 2009, o Guia do Sistema Paulista de Recursos Hídricos.
A publicação esclarece a atuação e as competências do Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CRH, do Comitê Coordenador do Plano Estadual de Recursos Hídricos – CORHI e do Conselho de Orientação do Fundo Estadual de Recursos Hídricos – COFEHIDRO.
O guia traz informações como os municípios pertencentes à bacia, a área, a população e os contatos do comitê.Além dessas informações, o caderno contém um mapa detalhado de cada bacia hidrográfica, indicando o limite da Unidade de Gerenciamento dos Recursos Hídricos – UGRHI, a área urbana, as unidades de conservação e até os pontos de monitoramento de água superficial e subterrânea.
A equipe da CRHi trabalhou aproximadamente seis meses para realizar as pesquisas de campo e elaborar o projeto gráfico.
Fonte: Site SMA-SP
A Coordenadoria de Recursos Hídricos – CRHi, vinculada à Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA, distribuirá aos novos representantes dos Comitês de Bacia Hidrográfica – CBH, que tomarão posse em março de 2009, o Guia do Sistema Paulista de Recursos Hídricos.
A publicação esclarece a atuação e as competências do Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CRH, do Comitê Coordenador do Plano Estadual de Recursos Hídricos – CORHI e do Conselho de Orientação do Fundo Estadual de Recursos Hídricos – COFEHIDRO.
O guia traz informações como os municípios pertencentes à bacia, a área, a população e os contatos do comitê.Além dessas informações, o caderno contém um mapa detalhado de cada bacia hidrográfica, indicando o limite da Unidade de Gerenciamento dos Recursos Hídricos – UGRHI, a área urbana, as unidades de conservação e até os pontos de monitoramento de água superficial e subterrânea.
A equipe da CRHi trabalhou aproximadamente seis meses para realizar as pesquisas de campo e elaborar o projeto gráfico.
Fonte: Site SMA-SP
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Mangabeira diz que é preciso mudar mentalidade e leis sobre meio ambiente
Lourenço Canuto - Repórter da Agência Brasil
Brasília - Os problemas ambientais vividos hoje pelo país envolvem a necessidade tanto de uma mudança de mentalidades quanto de alterações na legislação que trata da questão. A afirmação é do ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger. Ele defende a qualificação do direito ambiental. O ministro afirma que a legislação "dá poderes ilimitados a um pequeno elenco de potentados administrativos e a discussão ambiental vira um jogo de pressão com influências, sem critério, sem doutrina e sem paradigma". O ministro atribui o problema ambiental na Amazônia às concessões de terra que eram feitas até a década de 70, "quando o Estado brasileiro chamava gente do Sudeste e do Sul para desbravar a região e exigia o desmatamento como condição para acesso ao crédito e à terra".
Para ler mais, clique aqui.
Fonte: Agência Brasil
Os ambientalistas e as hidrelétricas
Henrique Cortez
Os ambientalistas, em sua maioria, não possuem restrições ideológicas ou conceituais às hidrelétricas. O que questionamos com vigor é o modelo de desenvolvimento a partir do qual elas são concebidas.
As acusações de que somos "inimigos" das hidrelétricas são originadas de dirigentes do setor elétrico, das grandes empreiteiras e das empresas de consultoria fabricantes de EIA-RIMAs (Estudo de Impacto Ambiental – Relatório de Impacto Ambiental). Lamentavelmente são acusações inverídicas que encontram apoio e voz na grande mídia.
Há muito que os ambientalistas são acusados de "atrapalhar" o desenvolvimento. Isto não é novo e o setor energético especializou-se em nos acusar de impedir a patriótica expansão do setor.
Para saber mais, clique aqui.
Fonte: Ecofinanças
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Os Orixás e a defesa do rio
As águas do Capibaribe serão palco de uma ação em defesa do rio, da natureza e da afirmação das religiões de matriz africana. O ato público acontece no Marco Zero, no Recife, nesta quinta-feira (12).
Às 9h e às 14h30, sairão do Marco Zero duas excursões pedagógicas com 53 mulheres de terreiro de Pernambuco. A iniciativa tem como objetivo prover o encontro das participantes com as águas doces que cortam Recife e Olinda e saldar coletivamente as orixás Oxum, rainha da beleza, da fertilidade e da riqueza, e Nanã, avó de todos os Orixás, senhora das águas profundas e manguezais.
O momento será também de capacitação ambiental para manifestar o respeito pelas águas doces e selar o compromisso das mulheres de terreiro com a preservação dos rios de Pernambuco, essenciais para o recebimento das oferendas nas religiões de matriz africana. As Orixás serão reverenciadas com cânticos e presentes biodegradáveis.
Fonte: Redação do pe360graus.com
Às 9h e às 14h30, sairão do Marco Zero duas excursões pedagógicas com 53 mulheres de terreiro de Pernambuco. A iniciativa tem como objetivo prover o encontro das participantes com as águas doces que cortam Recife e Olinda e saldar coletivamente as orixás Oxum, rainha da beleza, da fertilidade e da riqueza, e Nanã, avó de todos os Orixás, senhora das águas profundas e manguezais.
O momento será também de capacitação ambiental para manifestar o respeito pelas águas doces e selar o compromisso das mulheres de terreiro com a preservação dos rios de Pernambuco, essenciais para o recebimento das oferendas nas religiões de matriz africana. As Orixás serão reverenciadas com cânticos e presentes biodegradáveis.
Fonte: Redação do pe360graus.com
Comitê da Bacia do Médio Tietê se reúne em Salto
A 44ª Reunião do Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Sorocaba e Médio Tietê aconteceu na sexta-feira, dia 06 de fevereiro, em Salto. Estiveram presentes representantes de Prefeituras, Sociedade Civil e do Estado, que tiveram a oportunidade de discutir assuntos pertinentes ao CBH-SMT como o processo eleitoral, a cobrança pelo uso da água e o protocolo de intenções entre o Comitê e a Sabesp.
Saiba mais, clicando aqui.
Fonte: itu.com.br
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Fonte: itu.com.br
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Aniversário do Código Florestal Brasileiro
Ciro Siqueira
No dia 23 de janeiro de 1934, há exatos 75 anos, foi instituído o primeiro Código Florestal Brasileiro. Há quase um século, o Brasil instituía as raízes do que hoje é tido como uma das mais modernas leis ambientais do mundo.
A pena de Getúlio Vargas ratificou os trabalhos de uma comissão parlamentar criada em 1920 que dera roupagem legal às ideias de um botânico suíço chamado Albert Löefgren, o mesmo que hoje dá nome ao Horto Florestal de São Paulo. Löefgren foi o primeiro a intuir que, não tendo o Estado condição de controlar a passagem de terras do poder público ao domínio privado, a única maneira de proteger florestas era fazê-lo em terras privadas. Assim o botânico suíço imaginou um mundo onde cada propriedade privada tivesse um pequeno bosque em seus limites.
Essa ideia foi encampada pela comissão parlamentar encarregada de elaborar nosso código de leis florestais. Seu relator chamava-se Luciano Pereira da Silva. O relatório da comissão permaneceu numa gaveta enquanto as oligarquias rurais e o liberalismo dominaram os cenários político e econômico.
Para ler mais, clique aqui.
Fonte: Estadão, Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
No dia 23 de janeiro de 1934, há exatos 75 anos, foi instituído o primeiro Código Florestal Brasileiro. Há quase um século, o Brasil instituía as raízes do que hoje é tido como uma das mais modernas leis ambientais do mundo.
A pena de Getúlio Vargas ratificou os trabalhos de uma comissão parlamentar criada em 1920 que dera roupagem legal às ideias de um botânico suíço chamado Albert Löefgren, o mesmo que hoje dá nome ao Horto Florestal de São Paulo. Löefgren foi o primeiro a intuir que, não tendo o Estado condição de controlar a passagem de terras do poder público ao domínio privado, a única maneira de proteger florestas era fazê-lo em terras privadas. Assim o botânico suíço imaginou um mundo onde cada propriedade privada tivesse um pequeno bosque em seus limites.
Essa ideia foi encampada pela comissão parlamentar encarregada de elaborar nosso código de leis florestais. Seu relator chamava-se Luciano Pereira da Silva. O relatório da comissão permaneceu numa gaveta enquanto as oligarquias rurais e o liberalismo dominaram os cenários político e econômico.
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Fonte: Estadão, Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
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