Dois meses foi o tempo necessário para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, convencer o presidente Lula da importância do Brasil assumir o compromisso voluntário de reduzir suas emissões de gases do efeito estufa entre 36% e 38,9% até 2020. A afirmação foi publicada nesta sexta-feira (27) em entrevista do ministro à revista “Science”.
A entrevista apresenta Minc como um ministro capaz de agradar aos setores industriais com rápidas tomadas de decisões e aos ambientalistas por sua atuação em operações contra o desmatamento e a criação de gado ilegal na Amazônia. Além de seus coletes característicos, o passado de luta contra a ditadura, prisão e tortura também são lembrados.
Para convencer Lula, Minc afirma que mostrou ao presidente que isso era um clamor da sociedade e que a omissão do país poderia levar a frustração dos brasileiros. Além disso, segundo ele, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, poderia fracassar. A decisão de Lula, “que não é um cientista e sim um grande estadista”, foi positiva para a política interna e internacional do Brasil, disse o ministro à “Science”.
De acordo com o ministro brasileiro, o menor índice de desmatamento da Amazônia em 21 anos, registrado neste ano, credencia o país perante a comunidade internacional a acreditar na meta brasileira de redução de emissões. “Metade de nossa redução de 39% de emissões virá da Amazônia – reduzindo o desmatamento em 80%”, afirma Minc à “Science”.
Para ele, os cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) são os ambientalistas mais importantes de hoje, pois foi a partir do relatório realizado por eles que o mundo se deu conta de que “o aquecimento global não é uma ficção.“
Minc afirma que decisão do Brasil de estabelecer a meta de reduzir suas emissões de carbono equivalente entre 36% e 38,9% esbarrava na possibilidade de que outros países em desenvolvimento como a Índia se sentissem desconfortáveis com a posição brasileira.
Após reuniões com ministros do Meio Ambiente da China, Índia e África do Sul, diz Minc, os representantes desses países disseram não se sentir pressionados pela posição do Brasil. “Eles queriam estar certos de que nossas críticas eram mais dirigidas a países como os Estados Unidos, que são os maiores emissores e não estão fazendo seu dever de casa”, afirmou o ministro.
Fonte: G1
sábado, 28 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Documento de secretaria mostra que Estado de SP terá conflito por água em 2020
Uma pesquisa da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo mostra que as bacias do Alto Tietê e dos rios Capivari, Jundiaí e Piracicaba serão palco de conflitos causados pela escassez de água no ano de 2020. Os setores industrial, agroeconômico e urbano vão entrar em disputa pelos recursos hídricos se não houver mudança no uso d'água dessas bacias. A previsão está no projeto Cenários Ambientais 2020, divulgado nesta quinta-feira (26) pela secretaria.
“A prospecção do conflito pelo uso da água está calcada nos usos múltiplos, tanto por atividades industriais, como para uso agronômico, como para uso urbano. A demanda por recursos hídricos tende a aumentar não só do ponto de vista inercial, mas a partir do crescimento da atividade econômica também cresce a demanda hídrica, você passa a ter um conflito não só entre bacias em função da transposição entre bacias, mas também entre os setores que usam aquele recurso hídrico”, destaca Casemiro Tércio dos Reis Lima Carvalho, coordenador da área de Planejamento Ambiental da secretaria.
Atualmente, as bacias dos rios Capivari, Jundiaí e Piracicaba transpõem água para a bacia do Alto Tietê, região bastante industrializada. A área do Alto Tietê, hoje, tem deficit de 80% de recursos hídricos, suprido, em parte, pelas águas transpostas pelo Capivari, Jundiaí e Piracicaba. “Quando os três começarem a demandar mais esse bem, ele tende a não transpor para o Alto Tietê”, explica Tércio.
O conflito em 2020 pelo uso de água nas bacias é considerado como um cenário de referência pela pesquisa, situação mais provável de ocorrer, de acordo com o estudo.
“O que temos que fazer para impedir isso é traçar políticas de economicidade dos recursos hídricos. Temos de ter uma estrutura de economia de água, como na construção civil sustentável, ter projetos com ciclos fechados industriais, seguindo a nova ecologia industrial”, ressalta Tércio.
Para a identificação dos cenários futuros foram consultados mais de 5 mil pessoas e 200 especialistas de diversas áreas. A condução do projeto esteve a cargo da Coordenadoria de Planejamento Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente.
Fonte: Correio Brasiliense
“A prospecção do conflito pelo uso da água está calcada nos usos múltiplos, tanto por atividades industriais, como para uso agronômico, como para uso urbano. A demanda por recursos hídricos tende a aumentar não só do ponto de vista inercial, mas a partir do crescimento da atividade econômica também cresce a demanda hídrica, você passa a ter um conflito não só entre bacias em função da transposição entre bacias, mas também entre os setores que usam aquele recurso hídrico”, destaca Casemiro Tércio dos Reis Lima Carvalho, coordenador da área de Planejamento Ambiental da secretaria.
Atualmente, as bacias dos rios Capivari, Jundiaí e Piracicaba transpõem água para a bacia do Alto Tietê, região bastante industrializada. A área do Alto Tietê, hoje, tem deficit de 80% de recursos hídricos, suprido, em parte, pelas águas transpostas pelo Capivari, Jundiaí e Piracicaba. “Quando os três começarem a demandar mais esse bem, ele tende a não transpor para o Alto Tietê”, explica Tércio.
O conflito em 2020 pelo uso de água nas bacias é considerado como um cenário de referência pela pesquisa, situação mais provável de ocorrer, de acordo com o estudo.
“O que temos que fazer para impedir isso é traçar políticas de economicidade dos recursos hídricos. Temos de ter uma estrutura de economia de água, como na construção civil sustentável, ter projetos com ciclos fechados industriais, seguindo a nova ecologia industrial”, ressalta Tércio.
Para a identificação dos cenários futuros foram consultados mais de 5 mil pessoas e 200 especialistas de diversas áreas. A condução do projeto esteve a cargo da Coordenadoria de Planejamento Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente.
Fonte: Correio Brasiliense
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Duas teses sobre a sustentabilidade global
José Eli da Veiga
A urgente necessidade de mecanismos que reduzam a imensa disparidade de capacidades tecnológicas entre o primeiro mundo e a semiperiferia foi muito bem enfatizada em vários relatórios de organizações internacionais dedicados à questão climática publicados em 2009. Mas nada permite supor que mudança de tão profundas implicações histórico-estruturais possa ocorrer no prazo requerido pela contenção do aquecimento global.
Então, no horizonte de tempo que autoriza cenários, a transição ao baixo carbono continuará essencialmente determinada pela execução dos planos que estão sendo estabelecidos por países que dispõem de alta capacitação tecnológica. Por enquanto é difícil imaginar quando os emergentes poderão sair da tremenda inferioridade em que se encontram. O que certamente fará com que entre eles a transição seja muito mais difícil e lenta.
Também é inevitável que essa disparidade leve os mais avançados a criar vários tipos de barreiras a importações de mercadorias produzidas em países que mantenham altas intensidades de emissões. No relatório elaborado em parceria com o Pnuma, a OMC já deixou claro que existem dispositivos que autorizam a criação de novas barreiras por países que tenham criado mecanismos econômicos de mitigação (como imposto ou "cap and trade"). Só será necessário que eles demonstrem que não se trata de "discriminação arbitrária ou injustificável", ou de uma "disfarçada restrição ao comércio internacional".
Nesse contexto, os fatos que mais permitem raciocinar sobre o rumo que poderá tomar a descarbonização são as iniciativas nacionais que já estão em curso em alguns países-chave do primeiro mundo. Particularmente na Inglaterra e na França.
O Reino Unido havia sido a primeira nação a legislar sobre a meta de cortar 80% das emissões até 2050 e a lançar a ideia de elaborar "orçamentos quinquenais de carbono" até 2022. Agora um plano estabelece o primeiro desses orçamentos com o objetivo de chegar em 2020 com emissões 18% inferiores às de 2008. O que significará um corte superior a um terço se a referência for 1990, pois já houve uma queda de 21%, praticamente o dobro da meta assumida no Protocolo de Kyoto.
A urgente necessidade de mecanismos que reduzam a imensa disparidade de capacidades tecnológicas entre o primeiro mundo e a semiperiferia foi muito bem enfatizada em vários relatórios de organizações internacionais dedicados à questão climática publicados em 2009. Mas nada permite supor que mudança de tão profundas implicações histórico-estruturais possa ocorrer no prazo requerido pela contenção do aquecimento global.
Então, no horizonte de tempo que autoriza cenários, a transição ao baixo carbono continuará essencialmente determinada pela execução dos planos que estão sendo estabelecidos por países que dispõem de alta capacitação tecnológica. Por enquanto é difícil imaginar quando os emergentes poderão sair da tremenda inferioridade em que se encontram. O que certamente fará com que entre eles a transição seja muito mais difícil e lenta.
Também é inevitável que essa disparidade leve os mais avançados a criar vários tipos de barreiras a importações de mercadorias produzidas em países que mantenham altas intensidades de emissões. No relatório elaborado em parceria com o Pnuma, a OMC já deixou claro que existem dispositivos que autorizam a criação de novas barreiras por países que tenham criado mecanismos econômicos de mitigação (como imposto ou "cap and trade"). Só será necessário que eles demonstrem que não se trata de "discriminação arbitrária ou injustificável", ou de uma "disfarçada restrição ao comércio internacional".
Nesse contexto, os fatos que mais permitem raciocinar sobre o rumo que poderá tomar a descarbonização são as iniciativas nacionais que já estão em curso em alguns países-chave do primeiro mundo. Particularmente na Inglaterra e na França.
O Reino Unido havia sido a primeira nação a legislar sobre a meta de cortar 80% das emissões até 2050 e a lançar a ideia de elaborar "orçamentos quinquenais de carbono" até 2022. Agora um plano estabelece o primeiro desses orçamentos com o objetivo de chegar em 2020 com emissões 18% inferiores às de 2008. O que significará um corte superior a um terço se a referência for 1990, pois já houve uma queda de 21%, praticamente o dobro da meta assumida no Protocolo de Kyoto.
Fonte: Eco-finanaças
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Brasil pode perder até R$ 3,6 trilhões com mudanças climáticas
Segundo o estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil, divulgado nesta quarta-feira, em 2050 o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro seria de entre R$ 15,3 trilhões e R$ 16 trilhões, caso não houvesse mudanças no clima.
Considerando-se o impacto das mudanças climáticas, esses montantes seriam reduzidos em entre 0,5% e 2,3%. Conforme o documento, as perdas ficariam entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões.
O estudo reuniu mais de 60 pesquisadores de 12 instituições e é inspirado no Relatório Stern, que fez uma análise econômica das mudanças climáticas em nível global.
Os autores abordam vários setores, como agricultura, energia, uso da terra e desmatamento, biodiversidade, recursos hídricos, zona costeira, migração e saúde.
Foram projetados dois cenários para o Brasil, que levaram em conta duas possíveis trajetórias do clima futuro desenvolvidas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
Os pesquisadores afirmam que as trajetórias climáticas do IPCC são baseadas em hipóteses sobre o comportamento futuro da economia global. O estudo brasileiro tentou simular o comportamento futuro da economia brasileira com as mesmas hipóteses do IPCC para a economia global.
O cenário mais pessimista trabalha com a perspectiva de inação para conter as mudanças climáticas. O mais otimista leva em conta esforços de mitigação, que resultariam em ligeira melhora.
"Os dois cenários provam que é muito melhor antecipar essas mudanças, assumir políticas públicas de redução de emissões, que o setor produtivo se engaje na redução das emissões, que o Brasil reduza o desmatamento. Com tudo isso, estaremos reduzindo custos", disse à BBC Brasil o coordenador do estudo, Jacques Marcovitch, professor da FEA/USP.
"Se demorarem a adotar essas ações, algumas condicionadas à negociação internacional, a tendência será de perda coletiva."
Leia mais.
Fonte: IG
Considerando-se o impacto das mudanças climáticas, esses montantes seriam reduzidos em entre 0,5% e 2,3%. Conforme o documento, as perdas ficariam entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões.
O estudo reuniu mais de 60 pesquisadores de 12 instituições e é inspirado no Relatório Stern, que fez uma análise econômica das mudanças climáticas em nível global.
Os autores abordam vários setores, como agricultura, energia, uso da terra e desmatamento, biodiversidade, recursos hídricos, zona costeira, migração e saúde.
Foram projetados dois cenários para o Brasil, que levaram em conta duas possíveis trajetórias do clima futuro desenvolvidas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
Os pesquisadores afirmam que as trajetórias climáticas do IPCC são baseadas em hipóteses sobre o comportamento futuro da economia global. O estudo brasileiro tentou simular o comportamento futuro da economia brasileira com as mesmas hipóteses do IPCC para a economia global.
O cenário mais pessimista trabalha com a perspectiva de inação para conter as mudanças climáticas. O mais otimista leva em conta esforços de mitigação, que resultariam em ligeira melhora.
"Os dois cenários provam que é muito melhor antecipar essas mudanças, assumir políticas públicas de redução de emissões, que o setor produtivo se engaje na redução das emissões, que o Brasil reduza o desmatamento. Com tudo isso, estaremos reduzindo custos", disse à BBC Brasil o coordenador do estudo, Jacques Marcovitch, professor da FEA/USP.
"Se demorarem a adotar essas ações, algumas condicionadas à negociação internacional, a tendência será de perda coletiva."
Leia mais.
Fonte: IG
terça-feira, 24 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Indústria poluidora banca campanhas
Empresas que produzem grande quantidade de gases-estufa doaram R$ 60,8 milhões para políticos na eleição de 2006
Um grupo de 38 empresas, pertencentes a áreas da indústria que emitem grande quantidade de gases-estufa, contribuíram R$ 60,8 milhões para campanhas políticas nas eleições de 2006 no Brasil.
Os doadores pertencem a 12 associações nacionais representando indústrias de grande intensidade de carbono (ou seja, que produzem grande quantidade de gases do aquecimento global), como agronegócio, energia, carne, papel e celulose, cimento, mineração, óleos vegetais e siderurgia.
Em parte porque não existem regulamentações para o emprego de lobby no Brasil, não se pode estimar se essas contribuições de campanha estão ligadas à legislação sobre a mudança climática. Mas elas são capazes de abrir portas. O financiamento vindo das indústrias intensivas em carbono ajudou a eleger metade da comissão da Câmara dos Deputados que está considerando mudanças no Código Florestal.
Nesse caso, após intensa disputa, os deputados ruralistas conseguiram eleger Moacir Micheletto (PMDB-PR) como presidente da comissão. Sua proposta é deixar a legislação ambiental a cargo de cada Estado. Entre os financiadores de Micheletto estão a Bunge Alimentos (com contribuição de R$ 70 mil) e a produtora de carne Marfrig (R$ 30 mil).
A comissão conjunta de mudança climática, criada em março deste ano para discutir leis sobre o tema, tem menos membros financiados por indústrias de grande intensidade de carbono. Apenas 11 de seus 44 membros receberam doações desses setores da economia. Ao todo, 25 dos 27 partidos políticos do país foram agraciados com essas contribuições em 2006. A maior concentração foi para o PSDB e o Democratas (então PFL), que respondem por 38% das doações totais. Junto com o PMDB, esses dois partidos de oposição perfazem 54% do montante.
Dos 719 candidatos que receberam dinheiro dessas empresas, mais da metade (51,3%) é composta por políticos dos Estados, como governadores e deputados estaduais. Parlamentares federais correspondem a 48% da soma. Mas o presidente Lula também está entre os que receberam doações.
Mais de um terço do dinheiro (37%) foi contribuído pela indústria do aço, encabeçada pela Gerdau, com quase R$ 11 milhões. Mais de um quarto (26%) veio de membros da indústria de papel e celulose, em especial da Aracruz. Já a Bunge, que está fazendo lobby intenso em nível internacional pela aprovação de leis mais tímidas sobre mudança climática, seria a sexta maior doadora se tivesse repartido suas contribuições entre suas duas divisões, a de alimentos e a de fertilizantes.
Ambiente favorável
Em entrevistas, funcionários do governo e especialistas dizem ter dificuldade de citar empresas que tenham um lobby ativo em relação à mudança climática no Brasil. Um ex-assessor do governo para assuntos energéticos, que pediu para não ser identificado, afirma que o lobby nessa área no Brasil é pouco visível porque tudo já favorece as indústrias poluidoras no país.
"Em Copenhague, vamos ver a indústria americana do carvão, por exemplo, distribuindo abertamente folhetos em favor de seus interesses. As indústrias brasileiras não farão o mesmo porque não precisam", declarou o especialista.
Apesar disso, associações da indústria estão se posicionando sobre as negociações internacionais do clima, algumas pressionando contra metas de redução de emissões que afetem setores específicos da economia brasileira.
Uma das principais é a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para a entidade, levar metas a Copenhague atrapalharia o crescimento econômico e seria só uma forma de "mostrar ativismo". Os industriais reclamam que as necessidades do setor não estão sendo ouvidas o suficiente no debate sobre as mudanças climáticas.
"Não houve discussão, principalmente com o setor privado, para o Brasil se envolver com uma meta mais geral", diz o diretor executivo da CNI, José Augusto Fernandes. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) diz temer que a adoção de metas sem contrapartida dos países ricos trave a competitividade do Brasil.
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A reportagem faz parte da série "O Lobby Global da Mudança Climática", produzida pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos). Leia mais em www.icij.org
Fonte: Folha Online
Um grupo de 38 empresas, pertencentes a áreas da indústria que emitem grande quantidade de gases-estufa, contribuíram R$ 60,8 milhões para campanhas políticas nas eleições de 2006 no Brasil.
Os doadores pertencem a 12 associações nacionais representando indústrias de grande intensidade de carbono (ou seja, que produzem grande quantidade de gases do aquecimento global), como agronegócio, energia, carne, papel e celulose, cimento, mineração, óleos vegetais e siderurgia.
Em parte porque não existem regulamentações para o emprego de lobby no Brasil, não se pode estimar se essas contribuições de campanha estão ligadas à legislação sobre a mudança climática. Mas elas são capazes de abrir portas. O financiamento vindo das indústrias intensivas em carbono ajudou a eleger metade da comissão da Câmara dos Deputados que está considerando mudanças no Código Florestal.
Nesse caso, após intensa disputa, os deputados ruralistas conseguiram eleger Moacir Micheletto (PMDB-PR) como presidente da comissão. Sua proposta é deixar a legislação ambiental a cargo de cada Estado. Entre os financiadores de Micheletto estão a Bunge Alimentos (com contribuição de R$ 70 mil) e a produtora de carne Marfrig (R$ 30 mil).
A comissão conjunta de mudança climática, criada em março deste ano para discutir leis sobre o tema, tem menos membros financiados por indústrias de grande intensidade de carbono. Apenas 11 de seus 44 membros receberam doações desses setores da economia. Ao todo, 25 dos 27 partidos políticos do país foram agraciados com essas contribuições em 2006. A maior concentração foi para o PSDB e o Democratas (então PFL), que respondem por 38% das doações totais. Junto com o PMDB, esses dois partidos de oposição perfazem 54% do montante.
Dos 719 candidatos que receberam dinheiro dessas empresas, mais da metade (51,3%) é composta por políticos dos Estados, como governadores e deputados estaduais. Parlamentares federais correspondem a 48% da soma. Mas o presidente Lula também está entre os que receberam doações.
Mais de um terço do dinheiro (37%) foi contribuído pela indústria do aço, encabeçada pela Gerdau, com quase R$ 11 milhões. Mais de um quarto (26%) veio de membros da indústria de papel e celulose, em especial da Aracruz. Já a Bunge, que está fazendo lobby intenso em nível internacional pela aprovação de leis mais tímidas sobre mudança climática, seria a sexta maior doadora se tivesse repartido suas contribuições entre suas duas divisões, a de alimentos e a de fertilizantes.
Ambiente favorável
Em entrevistas, funcionários do governo e especialistas dizem ter dificuldade de citar empresas que tenham um lobby ativo em relação à mudança climática no Brasil. Um ex-assessor do governo para assuntos energéticos, que pediu para não ser identificado, afirma que o lobby nessa área no Brasil é pouco visível porque tudo já favorece as indústrias poluidoras no país.
"Em Copenhague, vamos ver a indústria americana do carvão, por exemplo, distribuindo abertamente folhetos em favor de seus interesses. As indústrias brasileiras não farão o mesmo porque não precisam", declarou o especialista.
Apesar disso, associações da indústria estão se posicionando sobre as negociações internacionais do clima, algumas pressionando contra metas de redução de emissões que afetem setores específicos da economia brasileira.
Uma das principais é a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para a entidade, levar metas a Copenhague atrapalharia o crescimento econômico e seria só uma forma de "mostrar ativismo". Os industriais reclamam que as necessidades do setor não estão sendo ouvidas o suficiente no debate sobre as mudanças climáticas.
"Não houve discussão, principalmente com o setor privado, para o Brasil se envolver com uma meta mais geral", diz o diretor executivo da CNI, José Augusto Fernandes. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) diz temer que a adoção de metas sem contrapartida dos países ricos trave a competitividade do Brasil.
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A reportagem faz parte da série "O Lobby Global da Mudança Climática", produzida pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos). Leia mais em www.icij.org
Fonte: Folha Online
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
História do Greenpeace deve virar filme
Os 38 anos de atuação dos Greenpeace, uma das maiores Organizações Não Governamentais do mundo tem grandes chances de parar na tela dos cinemas. Nesta quarta-feira (18) diversos sites internacionais comentaram um possível filme que conta a história do órgão, criado em 1971 em plena guerra do Vietnã.
O filme deve ser baseado em livros internacionais já lançados que contam grandes lutas e apresentam imagens das manifestações quase sempre polêmicas do Greenpeace.
Os nomes de Jon Turteltaub (diretor que já trabalhou no filme A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos, em 2008) e Janet e Jack Zucker (produtores) são citados como membros da equipe responsável pelo filme.
Um pequeno grupo de ecologistas e jornalistas protestou no primeiro ano da década de 70 no Canadá em um barco de pesca alugado. Eles quiseram manifestar que eram contra testes nucleares desenvolvidos pelos Estados Unidos. Dentro da embarcação havia duas bandeiras. A primeira estampava o símbolo da ONU (Organização das Nações Unidas) e a segunda tinha duas palavras: "green" (verde, em inglês) e "peace" (paz, no mesmo idioma).
Fonte: Portal R7
O filme deve ser baseado em livros internacionais já lançados que contam grandes lutas e apresentam imagens das manifestações quase sempre polêmicas do Greenpeace.
Os nomes de Jon Turteltaub (diretor que já trabalhou no filme A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos, em 2008) e Janet e Jack Zucker (produtores) são citados como membros da equipe responsável pelo filme.
Um pequeno grupo de ecologistas e jornalistas protestou no primeiro ano da década de 70 no Canadá em um barco de pesca alugado. Eles quiseram manifestar que eram contra testes nucleares desenvolvidos pelos Estados Unidos. Dentro da embarcação havia duas bandeiras. A primeira estampava o símbolo da ONU (Organização das Nações Unidas) e a segunda tinha duas palavras: "green" (verde, em inglês) e "peace" (paz, no mesmo idioma).
Fonte: Portal R7
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Lideranças municipais se reúnem em Itu para trabalhar agenda ambiental das águas paulistas
A cidade de Itu foi palco de mais um encontro do Pacto das Águas – São Paulo. Prefeitos, vices e interlocutores do Projeto Município Verde Azul, representando 138 municípios paulistas, se reuniram para conhecer o sistema de gerenciamento de metas do Pacto das Águas. Trata-se de um instrumento on-line que permitirá aos municípios a determinação de metas para a melhoria das condições sanitárias e ambientais a serem alcançadas até 2011. São metas para questões relacionadas a saneamento, áreas verdes e projetos locais ligados à água.
Ao todo, 580 municípios aderiram ao Pacto e se comprometeram a traçar metas e elaborar um plano de ação para recuperar e preservar os recursos hídricos locais. As metas deverão ser baseadas na situação atual de cada indicador, divulgada pelo órgão competente em 2009. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA, por meio do Sistema de Gerenciamento de Metas, acompanhará e avaliará em 2010 e 2011, os resultados parciais e finais das metas estabelecidas pelos municípios. “Queremos que os municípios apresentem metas possíveis de serem realizadas. Vamos trabalhar o tempo todo com as prefeituras para que as metas sejam reais e atingidas”, destacou a coordenadora de Recursos Hídricos da SMA, Rosa Mancini.
Fonte: SMA-SP
Recuperação dos mananciais
O Programa Vida Nova-Mananciais, do governo estadual, ganhou novo fôlego com o empréstimo no valor de US$ 100 milhões do Banco Mundial (Bird) para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A estatal entrará com contrapartida de US$ 25 milhões. O objetivo é recuperar e proteger as fontes hídricas que abastecem aproximadamente 20 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. Para isso, haverá intervenções nas áreas da Cantareira, Guarapiranga, Billings, Alto Tietê-Cabeceiras e Cotia. A maior parte, nas vizinhanças degradadas das Represas Billings e Guarapiranga, onde a ocupação irregular da área de proteção ameaça gravemente a capacidade dos mananciais.
Sob a coordenação da Secretaria de Estado de Saneamento e Energia, a execução do programa estará a cargo da Secretaria de Meio Ambiente, Sabesp, Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e das prefeituras de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Com investimentos de R$ 1,39 bilhão, o programa deverá estar concluído em maio de 2012. Parte das obras já está pronta, como a urbanização de 29 favelas, a desocupação de áreas de preservação permanente e a criação de parques - como o Nove de Julho e o Atlântica. A parceria com o Bird também já possibilitou a entrega de equipamentos de coleta de lixo para as prefeituras do entorno das represas e a Sabesp, por sua vez, atua na ampliação da infraestrutura com a instalação de coletores-tronco, redes coletoras de esgoto e interligações ao sistema de esgotamento sanitário.
No todo, o programa deve urbanizar 45 favelas, remover quase 4 mil famílias e realocar outras 1,3 mil nos núcleos vizinhos das represas. O sistema de abastecimento de água se estenderá por 112 quilômetros e o de esgotamento sanitário, por 186 quilômetros. Um projeto de paisagismo será desenvolvido em 28 hectares, com o plantio de 8,7 mil mudas.
O governo espera beneficiar 2,5 milhões de pessoas com essa iniciativa. Mantido o cronograma e a amplitude das intervenções anunciadas, serão beneficiados todos os moradores da região metropolitana de São Paulo, a mais carente em recursos hídricos no País. Cada consumidor de água dessa área tem, hoje, à sua disposição 201 m³ de água por ano, quando o recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU) é de 2,5 mil m³ por habitante/ano.
O esforço do governo estadual para salvar a água que abastece a maior concentração urbana brasileira deve ser reconhecido. É urgente recuperar o desastre resultante da inércia de várias gestões perante a expansão descontrolada da mancha urbana sobre áreas de preservação de mananciais. É curto o prazo para evitar que toda a região metropolitana enfrente a escassez de água e os custos envolvidos são elevados.
Leia mais.
Fonte: Estadão Online
Sob a coordenação da Secretaria de Estado de Saneamento e Energia, a execução do programa estará a cargo da Secretaria de Meio Ambiente, Sabesp, Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e das prefeituras de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Com investimentos de R$ 1,39 bilhão, o programa deverá estar concluído em maio de 2012. Parte das obras já está pronta, como a urbanização de 29 favelas, a desocupação de áreas de preservação permanente e a criação de parques - como o Nove de Julho e o Atlântica. A parceria com o Bird também já possibilitou a entrega de equipamentos de coleta de lixo para as prefeituras do entorno das represas e a Sabesp, por sua vez, atua na ampliação da infraestrutura com a instalação de coletores-tronco, redes coletoras de esgoto e interligações ao sistema de esgotamento sanitário.
No todo, o programa deve urbanizar 45 favelas, remover quase 4 mil famílias e realocar outras 1,3 mil nos núcleos vizinhos das represas. O sistema de abastecimento de água se estenderá por 112 quilômetros e o de esgotamento sanitário, por 186 quilômetros. Um projeto de paisagismo será desenvolvido em 28 hectares, com o plantio de 8,7 mil mudas.
O governo espera beneficiar 2,5 milhões de pessoas com essa iniciativa. Mantido o cronograma e a amplitude das intervenções anunciadas, serão beneficiados todos os moradores da região metropolitana de São Paulo, a mais carente em recursos hídricos no País. Cada consumidor de água dessa área tem, hoje, à sua disposição 201 m³ de água por ano, quando o recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU) é de 2,5 mil m³ por habitante/ano.
O esforço do governo estadual para salvar a água que abastece a maior concentração urbana brasileira deve ser reconhecido. É urgente recuperar o desastre resultante da inércia de várias gestões perante a expansão descontrolada da mancha urbana sobre áreas de preservação de mananciais. É curto o prazo para evitar que toda a região metropolitana enfrente a escassez de água e os custos envolvidos são elevados.
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Fonte: Estadão Online
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Paraná vai sediar eventos ambientais inéditos no Brasil
A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos promoverá entre quarta-feira (18) e sábado (21), em Foz do Iguaçu, dois eventos ambientais internacionais inéditos no Brasil: o 7.° Encontro Ibero-Americano de Desenvolvimento Sustentável (Eima) e o 1.° Encontro de Organismos de Bacias Hidrográficas da América Latina e Caribe (Relob).
Ambos serão realizados simultaneamente ao 6.º Encontro Cultivando Água Boa (CAB) e ao Encontro Anual do Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata, promovidos pela Itaipu Binacional.
Já estão confirmadas as presenças do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc; do primeiro ministro do Butão, Lyompo Jigme Thinley; do ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Amartya Sem, e do teólogo Leonardo Boff. Também foram convidados para o evento o presidente da Espanha, José Luis Rodrigues Zapatero, e a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
O 7.° Encontro Ibero-americano de Desenvolvimento Sustentável (Eima), é considerado um dos maiores eventos ambientais do mundo. A abertura oficial será na quarta-feira (18), às 8h, e contará com a presença de especialistas em desenvolvimento sustentável de 36 países da América Latina e Europa.
O Eima é uma proposta do Congresso Nacional de Meio Ambiente (Conama) da Espanha e que, pela primeira vez, acontece no Brasil. “A iniciativa foi secretário do Meio Ambiente do Paraná, Rasca Rodrigues, em visita à Espanha no ano de 2008”, conta a representante da Fundação Conama da Espanha, Marta Seoane. O encontro é realizado em anos ímpares nos países ibero-americanos e, em anos pares, em Madri.
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Fonte: Agencia de Notícias Estado do Paraná.
Ambos serão realizados simultaneamente ao 6.º Encontro Cultivando Água Boa (CAB) e ao Encontro Anual do Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata, promovidos pela Itaipu Binacional.
Já estão confirmadas as presenças do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc; do primeiro ministro do Butão, Lyompo Jigme Thinley; do ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Amartya Sem, e do teólogo Leonardo Boff. Também foram convidados para o evento o presidente da Espanha, José Luis Rodrigues Zapatero, e a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
O 7.° Encontro Ibero-americano de Desenvolvimento Sustentável (Eima), é considerado um dos maiores eventos ambientais do mundo. A abertura oficial será na quarta-feira (18), às 8h, e contará com a presença de especialistas em desenvolvimento sustentável de 36 países da América Latina e Europa.
O Eima é uma proposta do Congresso Nacional de Meio Ambiente (Conama) da Espanha e que, pela primeira vez, acontece no Brasil. “A iniciativa foi secretário do Meio Ambiente do Paraná, Rasca Rodrigues, em visita à Espanha no ano de 2008”, conta a representante da Fundação Conama da Espanha, Marta Seoane. O encontro é realizado em anos ímpares nos países ibero-americanos e, em anos pares, em Madri.
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Fonte: Agencia de Notícias Estado do Paraná.
Opinião pública e mudança climática
MARINA SILVA
NA SEMANA passada, o governo fez dois anúncios extremamente significativos: a menor taxa de desmatamento já registrada na Amazônia e o compromisso de reduzir a tendência de crescimento das emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020.
São resultados importantes, conseguidos, ao longo dos anos, com a forte e contínua pressão de diferentes segmentos da sociedade e do Ministério do Meio Ambiente na construção de uma política ambiental. Sem isso, o compromisso do governo com a redução de emissões simplesmente não teria saído.
Saúdo o governo por isso e lembro que esses anúncios precisam fazer parte de uma visão estratégica de país. Aliás, a luta pelo cumprimento de tais metas está só começando.
Por isso é fundamental a institucionalização desses compromissos, para que não se percam no vácuo das declarações conjunturais.
Por isso é fundamental a institucionalização desses compromissos, para que não se percam no vácuo das declarações conjunturais.
Para o Brasil, seja qual for a opção eleitoral que a população faça no ano que vem, será necessária uma inflexão definitiva para o desenvolvimento sustentável. Há pontos de partida que já estão dados, a exemplo da abordagem que ajudou a criar as condições para que ambos os anúncios pudessem ser feitos. O Plano de Combate ao Desmatamento, que surgiu da síntese das melhores propostas da sociedade, integrando esforços dos órgãos governamentais e da sociedade, contribuiu nesse processo.
Mobilizou de modo extraordinário a opinião pública, por meio da transparência e do livre acesso às informações.
No âmbito internacional, o Brasil sempre procurou reafirmar seus espaços, desde a construção do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, proposta brasileira inserida no Protocolo de Kyoto, até a admissão de metas voluntárias, mensuráveis e verificáveis, apresentada em 2007, na Conferência de Bali.
Temos agora a oportunidade de concretizar aquele compromisso.
Para isso, teremos que estender a política de redução de emissões a outros setores, não só ao desmatamento, mas na agricultura, na energia, nos transportes e na indústria. Defenderei no Senado a ideia de inserir a meta anunciada no projeto de lei que trata da Política Nacional de Mudanças Climáticas. É preciso ratificar seu status de objetivo de longo prazo, a ser sustentado por quaisquer governos.
O Brasil está com tudo a seu favor e pode brilhar em Copenhague.
Só não podemos permitir que setores mais atrasados do governo e do agronegócio tenham êxito na desconstrução da legislação que sustenta as medidas que levaram a esses resultados. O Brasil deve assumir a vocação de líder e estar à altura das responsabilidades nacionais e globais que isso implica.
Fonte: Folha Online
Bacia do Rio Macucu, no Rio de Janeiro, inicia recuperação ambiental
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, lançou na sexta-feira (13), no município de Cachoeiras de Macacu (RJ), a implantação do Parque Fluvial do Rio Macacu. A iniciativa visa à preservação do importante recurso hídrico. A implantação do parque vai contribuir para a melhoria da qualidade das águas que abastecem os municípios de São Gonçalo, Niterói, Cachoeiras de Macacu e da Ilha de Paquetá.
O projeto de recuperação ambiental da Bacia do Rio Macacu prevê ações de reflorestamento de matas ciliares e incentivo ao lazer e turismo a partir da instalação de equipamentos urbanos. No local serão plantadas quatro milhões de mudas, como forma de compensação ambiental .
Para o ministro Carlos Minc, a implantação do parque fluvial é uma conquista dos moradores de Cachoeiras do Macacu. O parque fluvial não vai se caracterizar apenas pela mata ciliar, explicou o ministro. Segundo ele, ao propor instalações físicas como espaço para terceira idade, ciclovias, quadras de esporte, se promove uma interatividade entre as pessoas e o parque, pois as pessoas passam a defender o que conhecem e o que usufruem, disse Carlos Minc.
O Parque Fluvial do Rio Macacu é formado por oito módulos segmentados e sua implantação vai começar pelo módulo Reta do Ipê, com a construção de dois quilômetros de ciclovia, quatro quadras de esporte, área para piquenique, espaço para terceira idade, sede da Área de Proteção Ambiental (APA) Macacu, centro de educação ambiental e banheiros, totalizando oito hectares.
Até o momento já foi construído o pórtico de entrada do parque e demarcadas as trilhas e a ciclovia, tendo também sido iniciado o reflorestamento com o plantio de mil mudas de espécies da Mata Atlântica.
O parque fluvial formará um corredor florestal ao longo das margens do rio - que nasce no município de Cachoeiras do Macacu, a mais de 1.700 metros de altura - , a partir dos limites do Parque Estadual dos Três Picos, no interior da APA da Bacia do Rio Macacu. O projeto de recuperação da bacia inclui obras de recuperação do Rio Macacu e de seu efluente Guapiaçu.
A recuperação ambiental da bacia do Rio Macacu é importante para que não volte a ocorrer a falta de água registrada em 2007 naquela localidade. Com a recuperação, pretende-se reverter o quadro de degradação, melhorando a qualidade das águas e reduzindo a quantidade de sedimentos que o rio lança na Baía da Guanabara.
Na mesma solenidade, foi assinado contrato para projeto de saneamento que vai beneficiar a sede do município de Cachoeiras de Macacu e os distritos de Santana do Japuíra e Sapucaia. A iniciativa integra o Pacto pelo Saneamento que vai ampliar de 25% para 80% a coleta e tratamento de esgoto nos próximos 10 anos, em todo território fluminense.
Fonte: Ambiente Brasil
O projeto de recuperação ambiental da Bacia do Rio Macacu prevê ações de reflorestamento de matas ciliares e incentivo ao lazer e turismo a partir da instalação de equipamentos urbanos. No local serão plantadas quatro milhões de mudas, como forma de compensação ambiental .
Para o ministro Carlos Minc, a implantação do parque fluvial é uma conquista dos moradores de Cachoeiras do Macacu. O parque fluvial não vai se caracterizar apenas pela mata ciliar, explicou o ministro. Segundo ele, ao propor instalações físicas como espaço para terceira idade, ciclovias, quadras de esporte, se promove uma interatividade entre as pessoas e o parque, pois as pessoas passam a defender o que conhecem e o que usufruem, disse Carlos Minc.
O Parque Fluvial do Rio Macacu é formado por oito módulos segmentados e sua implantação vai começar pelo módulo Reta do Ipê, com a construção de dois quilômetros de ciclovia, quatro quadras de esporte, área para piquenique, espaço para terceira idade, sede da Área de Proteção Ambiental (APA) Macacu, centro de educação ambiental e banheiros, totalizando oito hectares.
Até o momento já foi construído o pórtico de entrada do parque e demarcadas as trilhas e a ciclovia, tendo também sido iniciado o reflorestamento com o plantio de mil mudas de espécies da Mata Atlântica.
O parque fluvial formará um corredor florestal ao longo das margens do rio - que nasce no município de Cachoeiras do Macacu, a mais de 1.700 metros de altura - , a partir dos limites do Parque Estadual dos Três Picos, no interior da APA da Bacia do Rio Macacu. O projeto de recuperação da bacia inclui obras de recuperação do Rio Macacu e de seu efluente Guapiaçu.
A recuperação ambiental da bacia do Rio Macacu é importante para que não volte a ocorrer a falta de água registrada em 2007 naquela localidade. Com a recuperação, pretende-se reverter o quadro de degradação, melhorando a qualidade das águas e reduzindo a quantidade de sedimentos que o rio lança na Baía da Guanabara.
Na mesma solenidade, foi assinado contrato para projeto de saneamento que vai beneficiar a sede do município de Cachoeiras de Macacu e os distritos de Santana do Japuíra e Sapucaia. A iniciativa integra o Pacto pelo Saneamento que vai ampliar de 25% para 80% a coleta e tratamento de esgoto nos próximos 10 anos, em todo território fluminense.
Fonte: Ambiente Brasil
domingo, 15 de novembro de 2009
Rio de Janeiro anuncia mudanças no processo de licenciamento ambiental
Na quinta-feira, 12, o governo do estado do Rio de Janeiro assinou um decreto que prevê a implantação de um novo sistema de licenciamento ambiental. Foram instituídas novas regras para o Instituto Estadual do Ambiente, Inea. Em até dois meses a medida passa a vigorar, segundo a Secretaria do Ambiente, SEA.
Procedimentos e modelos de gestão serão padronizados, segundo dados da assessoria de comunicação, com objetivo de tornar o processo mais ágil e assegurar a preservação da natureza. A obtenção de licenças, certificados e autorizações será simplificada.
A SEA estabelece as normas, condições e medidas de controle ambiental, assim como a validade da licença. O decreto ainda prevê a possibilidade de prorrogação de prazos. Licenças simples deverão ser emitidas de três a seis meses. Empreendimentos que exijam estudo de impacto ambiental serão licenciados em no máximo um ano.
“Havia muito entulho burocrático. Já reduzimos muito e começamos a conceder licenças nesse prazo. Até pouco tempo, isso levava de três a cinco anos”, destacou a secretária do Ambiente, Marilene Ramos.
Serão criadas também classes para enquadramento de empreendimentos de acordo com o porte e potencial poluidor. Empresas que apresentam situação irregular poderão buscar a emissão de uma Certidão de Regularidade, desde que cumpram suas obrigações.
Os novos documentos serão disponibilizados em breve no site www.inea.rj.gov.br.
Fonte: Ambiente Brasil
Procedimentos e modelos de gestão serão padronizados, segundo dados da assessoria de comunicação, com objetivo de tornar o processo mais ágil e assegurar a preservação da natureza. A obtenção de licenças, certificados e autorizações será simplificada.
A SEA estabelece as normas, condições e medidas de controle ambiental, assim como a validade da licença. O decreto ainda prevê a possibilidade de prorrogação de prazos. Licenças simples deverão ser emitidas de três a seis meses. Empreendimentos que exijam estudo de impacto ambiental serão licenciados em no máximo um ano.
“Havia muito entulho burocrático. Já reduzimos muito e começamos a conceder licenças nesse prazo. Até pouco tempo, isso levava de três a cinco anos”, destacou a secretária do Ambiente, Marilene Ramos.
Serão criadas também classes para enquadramento de empreendimentos de acordo com o porte e potencial poluidor. Empresas que apresentam situação irregular poderão buscar a emissão de uma Certidão de Regularidade, desde que cumpram suas obrigações.
Os novos documentos serão disponibilizados em breve no site www.inea.rj.gov.br.
Fonte: Ambiente Brasil
Brasil promete cortar até 38,9% das emissões de CO2 até 2020
O governo assumiu o compromisso de reduzir de 36,1% a 38,9% suas emissões de gases causadores do efeito estufa estimadas para 2020, disse a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a jornalistas em São Paulo nesta sexta-feira. Segundo a minsitra, a meta prevê um crescimento anual da economia brasileira de 4% a 6%.
Segundo a ministra, essa é a faixa com que o país vai trabalhar com base em "ações voluntárias". Dilma disse ainda que foi levado em conta um crescimento do PIB de 4 por cento a 6 por cento ao ano até 2020.
"Nosso objetivo com isso é assumir uma posição política nesse caso, mostrando que o Brasil tem compromissos com o desenvolvimento sustentável", afirmou Dilma.
O Brasil pretende desempenhar papel-chave na cúpula mundial sobre o clima, marcada para o mês que vem em Copenhague, capital da Dinamarca e, com essa oferta de redução, pretende convencer os países ricos a anunciarem metas próprias.
Anteriormente, o governo já havia anunciado o compromisso de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia até 2020, o que representa um corte de 20% nas emissões dos gases-estufa. Segundo o Ministério do Meio Ambiente significa corte de cerca de 580 milhões de toneladas de CO2.
As negociações na capital dinamarquesa têm o objetivo de chegar a um acordo que suceda o Protocolo de Kyoto, de 1997, para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, apontados como responsáveis pelo aquecimento global.
Entre os principais entraves para um acordo estão divergências sobre como dividir os esforços de redução de emissões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e de onde sairão bilhões de dólares em recursos apara ajudar os países pobres a fazerem frente às mudanças no clima.
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Fonte: Estadão online
Segundo a ministra, essa é a faixa com que o país vai trabalhar com base em "ações voluntárias". Dilma disse ainda que foi levado em conta um crescimento do PIB de 4 por cento a 6 por cento ao ano até 2020.
"Nosso objetivo com isso é assumir uma posição política nesse caso, mostrando que o Brasil tem compromissos com o desenvolvimento sustentável", afirmou Dilma.
O Brasil pretende desempenhar papel-chave na cúpula mundial sobre o clima, marcada para o mês que vem em Copenhague, capital da Dinamarca e, com essa oferta de redução, pretende convencer os países ricos a anunciarem metas próprias.
Anteriormente, o governo já havia anunciado o compromisso de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia até 2020, o que representa um corte de 20% nas emissões dos gases-estufa. Segundo o Ministério do Meio Ambiente significa corte de cerca de 580 milhões de toneladas de CO2.
As negociações na capital dinamarquesa têm o objetivo de chegar a um acordo que suceda o Protocolo de Kyoto, de 1997, para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, apontados como responsáveis pelo aquecimento global.
Entre os principais entraves para um acordo estão divergências sobre como dividir os esforços de redução de emissões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e de onde sairão bilhões de dólares em recursos apara ajudar os países pobres a fazerem frente às mudanças no clima.
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Fonte: Estadão online
Para Marina, meta apresentada em Copenhage terá de ser cumprida
Brasil assume compromisso voluntário de reduzir alta de gás-estufa em até 38,9% Entenda a importância de um novo acordo sobre mudanças climáticas ‘Meta é para países desenvolvidos’, diz Dilma sobre redução de CO2
A senadora e possível candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva (AC), afirmou neste sábado (14) que os compromissos que serão apresentados pelo governo brasileiro na Conferência do Clima das Nações Unidas, em Copenhague, na Dinamarca, precisam ser cumpridas. Ela questionou a posição do governo de chamar as propostas de compromisso voluntário e evitar admitir como meta os percentuais de redução de emissão de gases do efeito estufa.
"Sinto que há uma falta de compreensão quando o governo fala em meta voluntária. Quanto se apresenta esta meta no âmbito da convenção, ela se torna um compromisso vinculante", disse Marina em uma convenção do PV na Assembléia Legislativa de São Paulo.
O governo federal anunciou nesta sexta-feira (13) que o Brasil se compromete voluntariamente a reduzir as emissões nacionais de gases causadores do efeito estufa em 36,1% a 38,9% até 2020 em relação ao que poluiria se nada fosse feito. Isso quer dizer o seguinte: calculada a tendência de emissão de dióxido de carbono (CO2) e outros similares na próxima década, o Brasil vai tentar contê-la, adotando ações para que o tamanho do estrago ambiental fique menor do que seria se o governo não fizesse nada. A meta, ou compromisso voluntário, foi anunciada pelo ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também possível candidata em 2010.
Neste sábado, Marina defendeu que o Brasil deve liderar as discussões sobre o assunto com os países ricos e emergentes em Copenhage. Ela também questionou o discurso do governo de que é preciso ter dinheiro para atingir a meta. "Quando se gera um filho, é preciso embalá-lo. O Brasil tem que aportar os recursos necessários e buscar apoio externo", advertiu. Apesar das críticas, Marina elogiou a criação de uma meta. "Reconheço que é uma posição positiva e adequada."
Apagão
Marina criticou também a postura do governo federal em relação ao apagão ocorrido na noite de terça-feira (10). Segundo ela, o governo não assumiu suas responsabilidades nem se colocou à frente do problema. "Fica mais fácil terceirizar uma vitória do que uma derrota".
Segundo ela, o blecaute causou desgaste político não apenas ao governo, mas desgaste econômico, social e moral aos brasileiros. "Foi uma situação inaceitável para os brasileiros que se viram diante dela", disse. Para a senadora, ainda é preciso diagnosticar as causas do problema para poder evitar novas falhas no futuro. "Se o próprio presidente Lula disse que a investigação está na fase do 'achismo', quem sou eu para dizer o contrário".
Marina frisou que o governo precisa diversificar a matriz energética do País para reduzir a dependência das usinas hidrelétricas, que dependem de longas linhas de transmissão, suscetíveis a incêndios, raios e tempestades. Em sua opinião, o investimento em energia baseada em recursos hídricos é mais barato, mas o custo no longo prazo sai mais caro. "Defendo o princípio de precaução para evitar os erros".
Fonte: G1
A senadora e possível candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva (AC), afirmou neste sábado (14) que os compromissos que serão apresentados pelo governo brasileiro na Conferência do Clima das Nações Unidas, em Copenhague, na Dinamarca, precisam ser cumpridas. Ela questionou a posição do governo de chamar as propostas de compromisso voluntário e evitar admitir como meta os percentuais de redução de emissão de gases do efeito estufa.
"Sinto que há uma falta de compreensão quando o governo fala em meta voluntária. Quanto se apresenta esta meta no âmbito da convenção, ela se torna um compromisso vinculante", disse Marina em uma convenção do PV na Assembléia Legislativa de São Paulo.
O governo federal anunciou nesta sexta-feira (13) que o Brasil se compromete voluntariamente a reduzir as emissões nacionais de gases causadores do efeito estufa em 36,1% a 38,9% até 2020 em relação ao que poluiria se nada fosse feito. Isso quer dizer o seguinte: calculada a tendência de emissão de dióxido de carbono (CO2) e outros similares na próxima década, o Brasil vai tentar contê-la, adotando ações para que o tamanho do estrago ambiental fique menor do que seria se o governo não fizesse nada. A meta, ou compromisso voluntário, foi anunciada pelo ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também possível candidata em 2010.
Neste sábado, Marina defendeu que o Brasil deve liderar as discussões sobre o assunto com os países ricos e emergentes em Copenhage. Ela também questionou o discurso do governo de que é preciso ter dinheiro para atingir a meta. "Quando se gera um filho, é preciso embalá-lo. O Brasil tem que aportar os recursos necessários e buscar apoio externo", advertiu. Apesar das críticas, Marina elogiou a criação de uma meta. "Reconheço que é uma posição positiva e adequada."
Apagão
Marina criticou também a postura do governo federal em relação ao apagão ocorrido na noite de terça-feira (10). Segundo ela, o governo não assumiu suas responsabilidades nem se colocou à frente do problema. "Fica mais fácil terceirizar uma vitória do que uma derrota".
Segundo ela, o blecaute causou desgaste político não apenas ao governo, mas desgaste econômico, social e moral aos brasileiros. "Foi uma situação inaceitável para os brasileiros que se viram diante dela", disse. Para a senadora, ainda é preciso diagnosticar as causas do problema para poder evitar novas falhas no futuro. "Se o próprio presidente Lula disse que a investigação está na fase do 'achismo', quem sou eu para dizer o contrário".
Marina frisou que o governo precisa diversificar a matriz energética do País para reduzir a dependência das usinas hidrelétricas, que dependem de longas linhas de transmissão, suscetíveis a incêndios, raios e tempestades. Em sua opinião, o investimento em energia baseada em recursos hídricos é mais barato, mas o custo no longo prazo sai mais caro. "Defendo o princípio de precaução para evitar os erros".
Fonte: G1
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