Fonte: Bom dia São Paulo
sábado, 15 de agosto de 2009
Hidroelétrica marinha: ondas de energia verde
Começou a ser instalado nas costas das Ilhas Orkney, na Escócia, o primeiro protótipo em escala piloto de um novo conceito de geração de eletricidade limpa a partir das ondas do mar.Existem várias tecnologias sendo desenvolvidas para gerar energia a partir do movimento das ondas e das marés. Mas a gigantesca máquina Oyster (ostra) utiliza em mecanismo hidráulico para transferir a energia mecânica das ondas para uma instalação em terra, onde essa energia mecânica da água é usada para gerar eletricidade.
O conceito do gerador Oyster foi desenvolvido pelo professor Trevor Whittaker, da Universidade de Belfast. O primeiro oscilador, de 18 metros de largura, está sendo instalado no projeto-piloto criado com o apoio da empresa Aquamarine Power.
O oscilador possui pistões em sua parte inferior que são acionados num e noutro sentido conforme as ondas vêm e vão. Esses pistões comprimem a água em seu interior que, sob pressão, passam por dutos subterrâneos, chegando até a usina em terra. Na usina, a água sob pressão é utilizada para movimentar os geradores hidroelétricos.
Projeto simples
Embora possa parecer complicado para quem está acostumado com represas, onde a água cai por gravidade diretamente sobre as pás dos geradores, o mecanismo do gerador hidroelétrico Oyster é mais simples e mais barato do que outros projetos para gerar energia a partir das ondas ou das marés.
A principal vantagem do sistema é o pequeno número de partes móveis, que deverão minimizar a necessidade de manutenção. Apenas o oscilador metálico e os pistões ficam sob a água. Pás, engrenagens e geradores, além de todo o circuito de potência para captura da eletricidade, ficam em terra, dentro da usina.
Segundo seu idealizador, o sistema é ideal para áreas com profundidades entre 12 e 16 metros e com grande fluxo direcional de ondas, permitindo que a usina gere energia de forma contínua na maior parte do tempo.
Potencial mundial - Os riscos ao meio ambiente são mínimos, o que é garantido pelo uso da água como fluido hidráulico, em vez de óleo, que poderia causar danos caso houvesse vazamentos. O sistema também é absolutamente silencioso e não afeta a paisagem.
Embora o conceito esteja em estágio inicial de desenvolvimento, os cientistas afirmam ter localizado áreas potencialmente favoráveis ao conceito Oyster em várias partes do mundo."Nossas modelagens por computador das regiões costeiras adequadas para esta tecnologia mostram que a Espanha, Portugal, Irlanda e Inglaterra são os candidatos naturais na Europa. Mas globalmente há um potencial gigantesco em áreas como a costa oeste dos Estados Unidos e as costas da África do Sul, da Austrália e do Chile," disse o professor Whittaker.
Fonte: Ambiente Brasil
O conceito do gerador Oyster foi desenvolvido pelo professor Trevor Whittaker, da Universidade de Belfast. O primeiro oscilador, de 18 metros de largura, está sendo instalado no projeto-piloto criado com o apoio da empresa Aquamarine Power.
O oscilador possui pistões em sua parte inferior que são acionados num e noutro sentido conforme as ondas vêm e vão. Esses pistões comprimem a água em seu interior que, sob pressão, passam por dutos subterrâneos, chegando até a usina em terra. Na usina, a água sob pressão é utilizada para movimentar os geradores hidroelétricos.
Projeto simples
Embora possa parecer complicado para quem está acostumado com represas, onde a água cai por gravidade diretamente sobre as pás dos geradores, o mecanismo do gerador hidroelétrico Oyster é mais simples e mais barato do que outros projetos para gerar energia a partir das ondas ou das marés.
A principal vantagem do sistema é o pequeno número de partes móveis, que deverão minimizar a necessidade de manutenção. Apenas o oscilador metálico e os pistões ficam sob a água. Pás, engrenagens e geradores, além de todo o circuito de potência para captura da eletricidade, ficam em terra, dentro da usina.
Segundo seu idealizador, o sistema é ideal para áreas com profundidades entre 12 e 16 metros e com grande fluxo direcional de ondas, permitindo que a usina gere energia de forma contínua na maior parte do tempo.
Potencial mundial - Os riscos ao meio ambiente são mínimos, o que é garantido pelo uso da água como fluido hidráulico, em vez de óleo, que poderia causar danos caso houvesse vazamentos. O sistema também é absolutamente silencioso e não afeta a paisagem.
Embora o conceito esteja em estágio inicial de desenvolvimento, os cientistas afirmam ter localizado áreas potencialmente favoráveis ao conceito Oyster em várias partes do mundo."Nossas modelagens por computador das regiões costeiras adequadas para esta tecnologia mostram que a Espanha, Portugal, Irlanda e Inglaterra são os candidatos naturais na Europa. Mas globalmente há um potencial gigantesco em áreas como a costa oeste dos Estados Unidos e as costas da África do Sul, da Austrália e do Chile," disse o professor Whittaker.
Fonte: Ambiente Brasil
Países pobres criam bloco para exigir compromisso contra CO2
Nações pequenas e insulares temem que alguns Estados tornem-se inabitáveis com a mudança climática
Os países pobres intensificaram suas exigências para que o mundo industrializado faça mais a fim de evitar o superaquecimento da Terra,em meio a advertências de que as negociações está avançando muito devagar para atingir a meta de fechamento de um novo acordo em dezembro.
Nesta semana, delegados de 180 países digladiaram-se em torno de uma proposta de acordo com cerca de 2.500 parágrafos, frases e palavras em disputa. Eles lutaram para reduzir 200 páginas de texto confuso a um documento manuseável - mas deixaram a cidade alemã de Bonn ainda com muito trabalho pela frente.
Líderes governamentais deverão discutir os elementos essenciais do acordo durante uma reunião em Nova York, no mês que vem, seguida por um encontro das 20 maiores economias do mundo em Pittsburgh.
Com o tempo quase acabando, negociadores e lobistas expressam o temor de que o acordo não seja celebrado em dezembro, o prazo final para a adoção de um tratado que substitua o Protocolo de Kyoto de 1997.
Leia mais.
Fonte: Estadão Online
Os países pobres intensificaram suas exigências para que o mundo industrializado faça mais a fim de evitar o superaquecimento da Terra,em meio a advertências de que as negociações está avançando muito devagar para atingir a meta de fechamento de um novo acordo em dezembro.
Nesta semana, delegados de 180 países digladiaram-se em torno de uma proposta de acordo com cerca de 2.500 parágrafos, frases e palavras em disputa. Eles lutaram para reduzir 200 páginas de texto confuso a um documento manuseável - mas deixaram a cidade alemã de Bonn ainda com muito trabalho pela frente.
Líderes governamentais deverão discutir os elementos essenciais do acordo durante uma reunião em Nova York, no mês que vem, seguida por um encontro das 20 maiores economias do mundo em Pittsburgh.
Com o tempo quase acabando, negociadores e lobistas expressam o temor de que o acordo não seja celebrado em dezembro, o prazo final para a adoção de um tratado que substitua o Protocolo de Kyoto de 1997.
Leia mais.
Fonte: Estadão Online
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Unidos pela sustentabilidade
Brasil, Argentina e EUA podem reduzir os impactos da produção de biocombustíveis se pesquisarem de forma integrada, dizem cientistas em workshopExiste um amplo espaço no qual pesquisadores do Brasil, da Argentina e dos Estados Unidos podem somar esforços para compreender e reduzir impactos das tecnologias de produção de biocombustíveis sobre o uso da água e da terra. Mas, para viabilizar as colaborações, será preciso superar obstáculos como a falta de um padrão de dados que lastreie estudos comparativos, construir modelos capazes de explicar os efeitos de fenômenos complexos ou encontrar formas de analisar cientificamente correlações como as que sugerem a influência do aumento da área plantada com milho nos Estados Unidos no desmatamento da Amazônia brasileira.
Essa conclusão emergiu nas discussões finais de um workshop, encerrado hoje (13/08), que mobilizou cientistas de três países com grande interesse em biocombustíveis – enquanto Brasil e Estados Unidos são os principais produtores de bioetanol, um derivado da cana-de-açúcar e o outro do milho, a Argentina tem um enorme potencial para a produção tanto de etanol quanto de biodiesel.
“Juntos, esses países do continente americano querem definir estratégias que permitam usar ciência de alta qualidade a fim de que os recursos naturais sejam utilizados de forma sustentável”, diz Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, coordenador do workshop. Realizado no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), o evento foi organizado e patrocinado por agências financiadoras como a FAPESP, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a norte-americana National Science Foundation, além de instituições como a Universidade de São Paulo, a Universidade de Buenos Aires e a Universidade do Estado de Iowa.
“O uso da água e da terra associado à produção de biocombustíveis tem consequências sociais, econômicas e ambientais importantes, além de questões tecnológicas complexas. Novos modelos, com equipes muitidisciplinares e multinacionais, são necessários para investigar esse tema”, disse Robert Anex, professor da Universidade de Iowa.
Fonte: Pesquisa FAPESP Online
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Papel dos estados na preservação do meio ambiente é discutido em São Paulo por entidades ambientalistas
Teve início ontem (12), em São Paulo, o I Congresso da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema). A organização espera a participação de mais de 500 pessoas durante os três dias de evento.
Na abertura foi discutido o papel dos estados na estruturação do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e os desafios decorrentes da regulamentação do artigo 23 da Constituição Federal. A competência dos órgãos de licenciamento ambiental também fez parte dos debates.
Segundo o presidente da Abema, Aloysio Costa Júnior, a ação dos estados influi diretamente no cenário ambiental do país. “Somos também responsáveis por todo o processo de licenciamento de parte expressiva dos empreendimentos construídos no país”, diz. “É importante crescer e desenvolver, mas preservando e mantendo os recursos naturais de modo a atingir indicadores de sustentabilidade social, ambiental e econômica”, completa.
Aloysio Júnior destaca ainda a troca de informações entre os estados e avalia que isso vai permitir um nivelamento político, técnico e institucional muito grande.A Abeama foi fundada em 1985 e representa 48 órgãos estaduais de meio ambiente, entre secretarias de estado, autarquias e fundações.Mais informações podem ser encontradas no site:
www.congressoabema.com.br
Fonte: Ambiente Brasil
Na abertura foi discutido o papel dos estados na estruturação do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e os desafios decorrentes da regulamentação do artigo 23 da Constituição Federal. A competência dos órgãos de licenciamento ambiental também fez parte dos debates.
Segundo o presidente da Abema, Aloysio Costa Júnior, a ação dos estados influi diretamente no cenário ambiental do país. “Somos também responsáveis por todo o processo de licenciamento de parte expressiva dos empreendimentos construídos no país”, diz. “É importante crescer e desenvolver, mas preservando e mantendo os recursos naturais de modo a atingir indicadores de sustentabilidade social, ambiental e econômica”, completa.
Aloysio Júnior destaca ainda a troca de informações entre os estados e avalia que isso vai permitir um nivelamento político, técnico e institucional muito grande.A Abeama foi fundada em 1985 e representa 48 órgãos estaduais de meio ambiente, entre secretarias de estado, autarquias e fundações.Mais informações podem ser encontradas no site:
www.congressoabema.com.br
Fonte: Ambiente Brasil
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Instituto do Ambiente do Rio multa CSN em R$ 5 milhões por vazamento
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi multada em R$ 5 milhões pelo vazamento de óleo que afetou, na última semana, o Rio Paraíba do Sul, em Volta Redonda, região sul do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada na noite de segunda-feira (10) pelo conselho diretor do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que ainda aplicará multas diárias de R$ 50 mil enquanto a empresa não resolver o problema.
De acordo com o Inea, as duas punições foram estabelecidas, sobretudo, com base no Artigo 96 da Lei 3467/00, que dispõe sobre as sanções derivadas de condutas lesivas ao meio ambiente. A assessoria de imprensa da empresa informou que, “até o momento, a CSN não recebeu a notificação".
Na última sexta-feira (7), em visita a Usina Presidente Vargas, a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, já havia determinado que a CSN contratasse uma empresa de auditoria ambiental para as investigações sobre o vazamento. O trabalho também será acompanhado por perito a ser contratado pelo Inea especialmente para esta tarefa.
Fonte: Ambiente Brasil
De acordo com o Inea, as duas punições foram estabelecidas, sobretudo, com base no Artigo 96 da Lei 3467/00, que dispõe sobre as sanções derivadas de condutas lesivas ao meio ambiente. A assessoria de imprensa da empresa informou que, “até o momento, a CSN não recebeu a notificação".
Na última sexta-feira (7), em visita a Usina Presidente Vargas, a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, já havia determinado que a CSN contratasse uma empresa de auditoria ambiental para as investigações sobre o vazamento. O trabalho também será acompanhado por perito a ser contratado pelo Inea especialmente para esta tarefa.
Fonte: Ambiente Brasil
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Instituto de Pesca de São Paulo inaugura laboratório de análise de qualidade da água durante 3 eventos paralelos
As comemorações dos 40 anos do Instituto de Pesca da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (IP/Apta/SAA), completados em abril, continuam. O instituto promoverá, a partir de 11 de agosto, na capital paulista, três eventos científicos com o mesmo enfoque: “Recursos pesqueiros e aquícolas: interfaces ambiental, social e econômica”. Por ocasião da abertura da 9ª Reunião Científica, nesta terça, às 16h30, o secretário João Sampaio inaugura o Laboratório de Análise de Qualidade de Água.
Trata-se de um dos únicos laboratórios no Brasil que concentra, numa única unidade, análises físicas, químicas e biológicas da água, dentro da abordagem de dar suporte à sustentabilidade ambiental das inúmeras atividades relacionadas ao meio aquático, informa o pesquisador Julio Vicente Lombardi, assessor da diretoria do IP.
Assim, a Secretaria será o primeiro órgão público qualificado a atender os diferentes setores do agronegócio, particularmente as atividades voltadas à pesca e à aquicultura, grandes dependentes da qualidade dos recursos hídricos. Mas outros também serão beneficiados: “O setor industrial, por exemplo, necessita de análises frequentes para avaliar a qualidade de seus efluentes líquidos”, diz Lombardi.
O laboratório permitirá analisar a qualidade da água antes da captação, durante a atividade (para melhorar a produção) e depois de seu uso. “Antigamente, o aquicultor se preocupava mais com a qualidade da água que chegava ao empreendimento, para dar possibilidade de se criar o organismo aquático. Todavia, não existia qualquer preocupação com a qualidade da água que saía dos viveiros de criação e que era depositada no meio ambiente”, explica. “Hoje, essa preocupação já existe e possuímos uma ideia sobre as implicações do lançamento de efluentes de cada tipo de atividade.”
O laboratório ainda deverá dar suporte às análises envolvidas nos processos de regulação do uso e ao monitoramento da água, dentro da Política Nacional de Recursos Hídricos. Assim, garantirá um sistema de informações sólido e eficiente com respeito à gestão desse recurso no âmbito nacional, afirma Lombardi. “Ele vai servir tanto para o produtor controlar o seu nível de poluição, de lançamento de efluentes, quanto para os órgãos ambientais ditarem regras sobre esse tipo de monitoramento. O laboratório tem condições de fazer análises físicas, químicas e de parâmetros biológicos, em comum acordo com a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 357/2005, que dita limites para esse tipo de controle.”
OS EVENTOS
Palestras e mesas-redondas fazem parte da programação da 9ª Reunião Científica e do 1º Encontro de Pós-Graduandos, até o dia 13. Resumos de trabalhos científicos estarão expostos em painéis. Já o 4º Seminário de Iniciação Científica, que ocorre até o dia 14, complementa as atividades do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, mantido em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O principal intuito é iniciar a vivência e interação dos jovens envolvidos no processo de formação científica, sejam do IP ou de outras instituições, em reuniões de especialistas, espaços apropriados para a exposição e discussão de informações e ideias em desenvolvimento. A ajuda de custo recebida pelos bolsistas propicia a muitos a possibilidade de dedicação integral às atividades de estudo e pesquisa.
A iniciativa conta com o apoio do Instituto Biológico (IB/Apta/SAA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), Faculdade Cantareira, Guabi Nutrição Animal e Escama Forte Piscicultura.
Um dos objetivos do Instituto de Pesca é demonstrar que trabalha para proporcionar tecnologia sustentável à produção de pescado, destacando seu valor econômico, respeito ao meio ambiente e atendimento às questões sociais.
Os eventos serão realizados no Parque da Água Branca (”Dr. Fernando Costa”), auditório “Paulinho Nogueira” – avenida Francisco Matarazzo, 455, São Paulo (Capital), próximo ao metrô Barra Funda. (Veja programação da Reunião Científica e do Encontro de Pós-Graduandos – www.pesca.sp.gov.br; e do Seminário de Iniciação Científica – www.pesca.sp.gov.br).
Fonte: Rede Notícia
Trata-se de um dos únicos laboratórios no Brasil que concentra, numa única unidade, análises físicas, químicas e biológicas da água, dentro da abordagem de dar suporte à sustentabilidade ambiental das inúmeras atividades relacionadas ao meio aquático, informa o pesquisador Julio Vicente Lombardi, assessor da diretoria do IP.
Assim, a Secretaria será o primeiro órgão público qualificado a atender os diferentes setores do agronegócio, particularmente as atividades voltadas à pesca e à aquicultura, grandes dependentes da qualidade dos recursos hídricos. Mas outros também serão beneficiados: “O setor industrial, por exemplo, necessita de análises frequentes para avaliar a qualidade de seus efluentes líquidos”, diz Lombardi.
O laboratório permitirá analisar a qualidade da água antes da captação, durante a atividade (para melhorar a produção) e depois de seu uso. “Antigamente, o aquicultor se preocupava mais com a qualidade da água que chegava ao empreendimento, para dar possibilidade de se criar o organismo aquático. Todavia, não existia qualquer preocupação com a qualidade da água que saía dos viveiros de criação e que era depositada no meio ambiente”, explica. “Hoje, essa preocupação já existe e possuímos uma ideia sobre as implicações do lançamento de efluentes de cada tipo de atividade.”
O laboratório ainda deverá dar suporte às análises envolvidas nos processos de regulação do uso e ao monitoramento da água, dentro da Política Nacional de Recursos Hídricos. Assim, garantirá um sistema de informações sólido e eficiente com respeito à gestão desse recurso no âmbito nacional, afirma Lombardi. “Ele vai servir tanto para o produtor controlar o seu nível de poluição, de lançamento de efluentes, quanto para os órgãos ambientais ditarem regras sobre esse tipo de monitoramento. O laboratório tem condições de fazer análises físicas, químicas e de parâmetros biológicos, em comum acordo com a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 357/2005, que dita limites para esse tipo de controle.”
OS EVENTOS
Palestras e mesas-redondas fazem parte da programação da 9ª Reunião Científica e do 1º Encontro de Pós-Graduandos, até o dia 13. Resumos de trabalhos científicos estarão expostos em painéis. Já o 4º Seminário de Iniciação Científica, que ocorre até o dia 14, complementa as atividades do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, mantido em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O principal intuito é iniciar a vivência e interação dos jovens envolvidos no processo de formação científica, sejam do IP ou de outras instituições, em reuniões de especialistas, espaços apropriados para a exposição e discussão de informações e ideias em desenvolvimento. A ajuda de custo recebida pelos bolsistas propicia a muitos a possibilidade de dedicação integral às atividades de estudo e pesquisa.
A iniciativa conta com o apoio do Instituto Biológico (IB/Apta/SAA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), Faculdade Cantareira, Guabi Nutrição Animal e Escama Forte Piscicultura.
Um dos objetivos do Instituto de Pesca é demonstrar que trabalha para proporcionar tecnologia sustentável à produção de pescado, destacando seu valor econômico, respeito ao meio ambiente e atendimento às questões sociais.
Os eventos serão realizados no Parque da Água Branca (”Dr. Fernando Costa”), auditório “Paulinho Nogueira” – avenida Francisco Matarazzo, 455, São Paulo (Capital), próximo ao metrô Barra Funda. (Veja programação da Reunião Científica e do Encontro de Pós-Graduandos – www.pesca.sp.gov.br; e do Seminário de Iniciação Científica – www.pesca.sp.gov.br).
Fonte: Rede Notícia
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Um pequeno desvio
Marina Silva
NO RECENTE congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), lembrei-me da frase de Edgar Morin que já citei aqui: no começo, as grandes mudanças são apenas um pequeno desvio de percurso.O desvio do desenvolvimento sustentável vem sendo construído no Brasil há pelo menos 30 anos, como vereda aberta à base de conhecimento novo, experimentos locais de sucesso e modelos institucionais ainda restritos, mas de grande potencial para ganhar escala nacional. Tem a consistência e a força da construção coletiva paulatina que, num determinado momento, não mais mero desvio, disputa o leito principal.
Quando a CUT foi fundada, em 1984, Chico Mendes conseguiu aprovar apenas a expressão "reforma agrária específica para a Amazônia", mas já era a cunha para mostrar o equívoco de lutar pela distribuição de terras na região segundo o modelo utilizado no Sul-Sudeste, de lotes a serem inteiramente desmatados. A nossa "reforma agrária" se ancorava na visão que defendia um modelo de exploração econômica diversificada da floresta, com base em sua manutenção, e não em sua derrubada.
Não foi um caminho fácil, mas hoje a CUT debate os temas ambientais como estratégicos para os trabalhadores e criou sua Secretaria Nacional do Meio Ambiente. E não só ela. A Força Sindical e a recém-criada Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil têm secretarias para a defesa do meio ambiente. A Confederação Sindical das Américas, fruto da fusão de várias centrais, nasceu em 2008 com uma Diretoria de Economia e Desenvolvimento Sustentável. Em âmbito global existe a Fundação Sustainlabor, que reúne sindicalistas que atuam nas causas ambientais.
Há não muito tempo, era majoritária nesse meio a tese de que a defesa do meio ambiente não se constituía em prioridade para os trabalhadores ou, até mesmo, poderia ser considerada contrária a seus interesses. Hoje, o conceito de justiça e o entendimento de melhor distribuição de riquezas incluem a qualidade ambiental. Também pesou nessa inflexão a ampliação do conhecimento sobre a conexão entre um estilo predatório e consumista de desenvolvimento e as grandes ameaças que afetam bilhões de pessoas no mundo.
No congresso da CUT, a professora Tânia Bacelar disse que "o debate sobre sustentabilidade ambiental vive uma batalha definitiva no Brasil, que estará no olho do furacão dessa discussão em todo o mundo". Creio que o país está pronto para assumir essa responsabilidade. Pelo menos a sociedade afirma insistentemente, das mais diversas maneiras, que é essa a sua vontade.
Fonte: Folha Online
domingo, 9 de agosto de 2009
Vazamento da CSN provoca derramamento de óleo no rio Paraíba do Sul
Um vazamento de óleo de uma tubulação da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) foi detectado nesta segunda-feira pelo Inea (Instituto Estadual do Ambiente). O óleo está vazando diretamente para o rio Paraíba do Sul, no sul fluminense.
De acordo com o Inea, a captação de água do rio, por enquanto, está mantida, já que não há sinais de contaminação grave. Uma equipe de técnicos da Gerência de Qualidade da Água do Instituto será deslocada hoje pela manhã para o local do vazamento para avaliar a extensão dos danos ambientais.
Ainda segundo o Inea, a CSN será multada por não ter avisado de imediato as autoridades ambientais sobre o acidente.
Esta é a segunda vez, em pouco mais de um mês, que a CSN se envolve com problemas ambientais. No fim de junho, uma espessa nuvem de fuligem de carvão cobriu grande parte da cidade de Volta Redonda, na região centro-sul do estado. A poluição foi causada por um problema no altoforno 3 da Usina Presidente Vargas.
A CSN divulgou, por meio de nota, que o vazamento da fuligem de carvão foi devido a "uma sobrepressão no topo do altoforno 3", provocando a abertura das válvulas de alívio, deixando escapar o material poluente por dois minutos e dezenove segundos. Naquela ocasião, o Inea autuou a empresa pela poluição causada à atmosfera.
Fonte: Folha Online
De acordo com o Inea, a captação de água do rio, por enquanto, está mantida, já que não há sinais de contaminação grave. Uma equipe de técnicos da Gerência de Qualidade da Água do Instituto será deslocada hoje pela manhã para o local do vazamento para avaliar a extensão dos danos ambientais.
Ainda segundo o Inea, a CSN será multada por não ter avisado de imediato as autoridades ambientais sobre o acidente.
Esta é a segunda vez, em pouco mais de um mês, que a CSN se envolve com problemas ambientais. No fim de junho, uma espessa nuvem de fuligem de carvão cobriu grande parte da cidade de Volta Redonda, na região centro-sul do estado. A poluição foi causada por um problema no altoforno 3 da Usina Presidente Vargas.
A CSN divulgou, por meio de nota, que o vazamento da fuligem de carvão foi devido a "uma sobrepressão no topo do altoforno 3", provocando a abertura das válvulas de alívio, deixando escapar o material poluente por dois minutos e dezenove segundos. Naquela ocasião, o Inea autuou a empresa pela poluição causada à atmosfera.
Fonte: Folha Online
sábado, 8 de agosto de 2009
Comitê adia outra vez a cobrança pelo uso da água
A data para o início da cobrança pelo uso da água, que era para ser iniciada neste mês, foi alterada e a medida deverá vigorar no início do próximo ano, nos 34 municípios que compõem a bacia do Médio Tietê. Essa é a segunda vez que a data é alterada, pois a medida deveria entrar em vigor em março de 2009 e foi adiada para agosto, antes da nova data estipulada para 2010.
Segundo o presidente da Fundação Agência da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê, André Cordeiro Alves dos Santos, o adiamento deu-se pela burocracia necessária para o início da cobrança, pois no momento está sendo discutido o decreto junto à assessoria do governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB).
Após a assinatura do decreto pelo governador ainda há 3 a 4 meses para iniciar a cobrança. Santos explicou que esse tempo foi necessário para esclarecimentos e algumas adequações de linguagem no projeto enviado ao governo. “Foram alterados alguns termos que poderiam dar margem a questionamentos, só isso”, esclareceu ele que acredita que no início de janeiro os boletos já devam ser enviados aos usuários urbanos - os primeiros a serem cobrados - como concessionárias (Serviço Autônomo de Água e Esgoto - Saae e Sabesp), indústrias, hotéis, escolas. A meta é cobrar de todos aqueles que captam água diretamente do rio, para abastecimento público e produção industrial ou agrícola, e de quem utiliza mananciais como ponto de dispensa de resíduos. E cabe às concessionários, no caso de Sorocaba, o Saae, a decisão pela cobrança ou não da taxa adicional à conta de água da população abastecida.
A cobrança é prevista na Política Estadual de Recursos Hídricos (Lei n.º 7.663/91), instituída pela Lei n.º 12.183/05 e regulamentada pelo Decreto Estadual n.º 50.667/06.
Sem mudanças
Como adiantou Santos, fora a data não há nenhuma mudança no que já foi acordado. O valor praticado continua variando caso a caso e será definido com base em Preços Unitários Básicos (PUBs), definidos pelo comitê. A expectativa do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT) era de arrecadar com a cobrança pelo uso da água, aproximadamente R$ 6 milhões em 2009. Essa expectativa não foi alterada e mantém-se para 2010. Segundo Santos, o destino do total arrecadado será dividido. Desse montante, 30% será investido em reflorestamento de áreas que compõe a região da bacia, que engloba 34 cidades da região. Desse porcentual, 15% serão para plantio de mudas nas Áreas de Proteção Permanentes APPs) e mais 15% para reflorestamento em áreas de reserva legal, pois a falta de vegetação natural é um dos principais problemas da bacia, diagnosticado através do Plano de Bacia, e por isso ficará com a maior fatia do total.
A divisão de investimentos contempla ainda o repasse de 20% do total arrecadado para tratamento e afastamento de esgoto; 13% em adaptação de sistema de destino de resíduos sólidos; 7% para tratar de erosão em áreas urbanas; 20% para a criação e manutenção de um banco de dados e treinamento, e 10% para a manutenção da Agência de Bacia.
Cobrança gradual
O processo de arrecadação será gradual e terá três etapas de cobrança. No primeiro ano, os usuários pagarão 60% do valor integral, depois o percentual subirá para 80% e em um terceiro momento será cobrado o valor integral (100%). Quando a cobrança atingir os 100%, a projeção é que a arrecadação com a cobrança suba para R$ 11 milhões.
Fonte: Cruzeiro do Sul Online
Segundo o presidente da Fundação Agência da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê, André Cordeiro Alves dos Santos, o adiamento deu-se pela burocracia necessária para o início da cobrança, pois no momento está sendo discutido o decreto junto à assessoria do governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB).
Após a assinatura do decreto pelo governador ainda há 3 a 4 meses para iniciar a cobrança. Santos explicou que esse tempo foi necessário para esclarecimentos e algumas adequações de linguagem no projeto enviado ao governo. “Foram alterados alguns termos que poderiam dar margem a questionamentos, só isso”, esclareceu ele que acredita que no início de janeiro os boletos já devam ser enviados aos usuários urbanos - os primeiros a serem cobrados - como concessionárias (Serviço Autônomo de Água e Esgoto - Saae e Sabesp), indústrias, hotéis, escolas. A meta é cobrar de todos aqueles que captam água diretamente do rio, para abastecimento público e produção industrial ou agrícola, e de quem utiliza mananciais como ponto de dispensa de resíduos. E cabe às concessionários, no caso de Sorocaba, o Saae, a decisão pela cobrança ou não da taxa adicional à conta de água da população abastecida.
A cobrança é prevista na Política Estadual de Recursos Hídricos (Lei n.º 7.663/91), instituída pela Lei n.º 12.183/05 e regulamentada pelo Decreto Estadual n.º 50.667/06.
Sem mudanças
Como adiantou Santos, fora a data não há nenhuma mudança no que já foi acordado. O valor praticado continua variando caso a caso e será definido com base em Preços Unitários Básicos (PUBs), definidos pelo comitê. A expectativa do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT) era de arrecadar com a cobrança pelo uso da água, aproximadamente R$ 6 milhões em 2009. Essa expectativa não foi alterada e mantém-se para 2010. Segundo Santos, o destino do total arrecadado será dividido. Desse montante, 30% será investido em reflorestamento de áreas que compõe a região da bacia, que engloba 34 cidades da região. Desse porcentual, 15% serão para plantio de mudas nas Áreas de Proteção Permanentes APPs) e mais 15% para reflorestamento em áreas de reserva legal, pois a falta de vegetação natural é um dos principais problemas da bacia, diagnosticado através do Plano de Bacia, e por isso ficará com a maior fatia do total.
A divisão de investimentos contempla ainda o repasse de 20% do total arrecadado para tratamento e afastamento de esgoto; 13% em adaptação de sistema de destino de resíduos sólidos; 7% para tratar de erosão em áreas urbanas; 20% para a criação e manutenção de um banco de dados e treinamento, e 10% para a manutenção da Agência de Bacia.
Cobrança gradual
O processo de arrecadação será gradual e terá três etapas de cobrança. No primeiro ano, os usuários pagarão 60% do valor integral, depois o percentual subirá para 80% e em um terceiro momento será cobrado o valor integral (100%). Quando a cobrança atingir os 100%, a projeção é que a arrecadação com a cobrança suba para R$ 11 milhões.
Fonte: Cruzeiro do Sul Online
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Ações nas bacias hidrográficas brasileiras serão mapeadas
O Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas está preparando uma espécie de cadastro de informações sobre as ações que vêm sendo desenvolvidas nas regiões hidrográficas brasileiras - 12 ao todo, incluindo a maior delas -, a do Rio São Francisco. Para tanto, está organizando a realização de um seminário para apresentar a consolidação de todas as iniciativas que vêm sendo realizadas nestas bacias, como, por exemplo, a implementação da política de resíduos sólidos, a implantação de redes de esgotos e obras de infraestrutura de um modo geral.
"No momento, estamos consolidando esse conjunto de iniciativas que vêm sendo desenvolvidas nas outras 11 bacias brasileiras, inclusive ações dos governos estadual e municipal, mas os dados ainda não estão consolidados", explicou Renato Ferreira, gerente de Planejamento e Gestão do Plano de Nacional de Revitalização. Ferreira justificou que o adiantado das ações de revitalização na Bacia do São Francisco se deve ao fato de ele estar dentro de um programa do Governo Federal.
Atualmente, por exemplo, cerca de R$ 5 bilhões vêm sendo investidos na Bacia do São Francisco entre recursos de ministérios como das Cidades, Integração e da Saúde. O Programa de Revitalização das Bacias Hidrográficas tem no Plano Plurianual (PA) garantidos R$ 1,5 bilhão, sendo que a quase totalidade está sendo investida em obras de revitalização do São Francisco.
Nesta quarta-feira (5/8), no encerramento da 2ª Oficina de Acompanhamento do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, representantes dos estados apresentaram um panorama geral do atual estado dos programas realizados nas bacias. José Roberto Lunas, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, fez uma avaliação ambiental estratégica da Bacia do Alto Paraguai (Pantanal). Ele começou com uma cronologia sobre a implantação do Programa Pantanal, em 1997, até o lançamento em 2008 do Livro Verde, e do Guia Orientador de Avaliação Ambiental Estratégico do Pantanal.
Em seguida, Humberto Cardoso, da Agência Nacional de Águas, relatou sobre a estruturação do Grupo de Trabalho do Alto Taquari, rio que percorre 800 quilômetros (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), sendo 500 na planície pantaneira. Humberto alertou para o grave problema de assoreamento que vem assolando o Taquari.
O representante do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) apontou onde serão investidos os R$ 5 milhões destinados à Bacia do Taquari, oriundos de emenda parlamentar. Segundo ele, os recursos serão aplicados em uma rede de viveiros de mudas de espécies florestais nativas, na recuperação de áreas degradadas, na capacitação de técnicos, na elaboração de Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e no fomento à criação de comitês de sub-bacia do Taquari..
O Paraíba do Sul que nasce em São Paulo, tem a foz em Campos (RJ) e percorre Minas Gerais, conta com sete comitês de bacia e um dos sistemas de gestão de recursos hídricos mais avançados do Brasil. O programa de revitalização da bacia do Paraíba do Sul vem sendo desenvolvido desde 2007. Para os próximos meses está sendo preparado um seminário de integração da bacia quando será divulgado o documento básico que vem sendo preparado sobre o programa de revitalização.
Fonte: MMA
"No momento, estamos consolidando esse conjunto de iniciativas que vêm sendo desenvolvidas nas outras 11 bacias brasileiras, inclusive ações dos governos estadual e municipal, mas os dados ainda não estão consolidados", explicou Renato Ferreira, gerente de Planejamento e Gestão do Plano de Nacional de Revitalização. Ferreira justificou que o adiantado das ações de revitalização na Bacia do São Francisco se deve ao fato de ele estar dentro de um programa do Governo Federal.
Atualmente, por exemplo, cerca de R$ 5 bilhões vêm sendo investidos na Bacia do São Francisco entre recursos de ministérios como das Cidades, Integração e da Saúde. O Programa de Revitalização das Bacias Hidrográficas tem no Plano Plurianual (PA) garantidos R$ 1,5 bilhão, sendo que a quase totalidade está sendo investida em obras de revitalização do São Francisco.
Nesta quarta-feira (5/8), no encerramento da 2ª Oficina de Acompanhamento do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, representantes dos estados apresentaram um panorama geral do atual estado dos programas realizados nas bacias. José Roberto Lunas, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, fez uma avaliação ambiental estratégica da Bacia do Alto Paraguai (Pantanal). Ele começou com uma cronologia sobre a implantação do Programa Pantanal, em 1997, até o lançamento em 2008 do Livro Verde, e do Guia Orientador de Avaliação Ambiental Estratégico do Pantanal.
Em seguida, Humberto Cardoso, da Agência Nacional de Águas, relatou sobre a estruturação do Grupo de Trabalho do Alto Taquari, rio que percorre 800 quilômetros (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), sendo 500 na planície pantaneira. Humberto alertou para o grave problema de assoreamento que vem assolando o Taquari.
O representante do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) apontou onde serão investidos os R$ 5 milhões destinados à Bacia do Taquari, oriundos de emenda parlamentar. Segundo ele, os recursos serão aplicados em uma rede de viveiros de mudas de espécies florestais nativas, na recuperação de áreas degradadas, na capacitação de técnicos, na elaboração de Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e no fomento à criação de comitês de sub-bacia do Taquari..
O Paraíba do Sul que nasce em São Paulo, tem a foz em Campos (RJ) e percorre Minas Gerais, conta com sete comitês de bacia e um dos sistemas de gestão de recursos hídricos mais avançados do Brasil. O programa de revitalização da bacia do Paraíba do Sul vem sendo desenvolvido desde 2007. Para os próximos meses está sendo preparado um seminário de integração da bacia quando será divulgado o documento básico que vem sendo preparado sobre o programa de revitalização.
Fonte: MMA
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
EUA querem financiar petróleo e hidrelétricas no Brasil, diz ministério
O governo dos Estados Unidos quer financiar os setores de petróleo e energia hidrelétrica no Brasi por meio do Exim Bank e já conversa com a Petrobras sobre o tema, afirmou nesta terça-feira o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. Segundo ele, a proposta, que está ainda em um estágio inicial, já havia sido feita em recente visita de autoridades do ministério aos EUA e foi repetida durante reunião entre o ministro Edison Lobão e o conselheiro norte-americano de Segurança Nacional, general James Jones.
"O Exim Bank está disposto a investir no Brasil em linhas de financiamento tanto em petróleo como em hidrelétricas", disse a jornalistas o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, depois de participar da reunião entre Jones e Lobão. Zimmermann ressaltou que os recursos seriam "bem-vindos", já que a estatal quer aumentar sua capacidade para explorar a camada pré-sal. Ele não revelou, no entanto, detalhes sobre as negociações.
Em abril, a Petrobras obteve 2 bilhões de dólares do Exim Bank, instituição do governo americano voltada ao financiamento do comércio exterior. A companhia também já pegou um empréstimo de 10 bilhões de dólares da China. "Os EUA também têm o interesse em abrir linhas de crédito. A Petrobras está conversando", afirmou. Em coletiva na semana passada, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que poderia estender o empréstimo de 2 bilhões de dólares para 5 bilhões de dólares, mas não deu detalhes.
Leia mais.
Fonte: Estadão Online
"O Exim Bank está disposto a investir no Brasil em linhas de financiamento tanto em petróleo como em hidrelétricas", disse a jornalistas o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, depois de participar da reunião entre Jones e Lobão. Zimmermann ressaltou que os recursos seriam "bem-vindos", já que a estatal quer aumentar sua capacidade para explorar a camada pré-sal. Ele não revelou, no entanto, detalhes sobre as negociações.
Em abril, a Petrobras obteve 2 bilhões de dólares do Exim Bank, instituição do governo americano voltada ao financiamento do comércio exterior. A companhia também já pegou um empréstimo de 10 bilhões de dólares da China. "Os EUA também têm o interesse em abrir linhas de crédito. A Petrobras está conversando", afirmou. Em coletiva na semana passada, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que poderia estender o empréstimo de 2 bilhões de dólares para 5 bilhões de dólares, mas não deu detalhes.
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Fonte: Estadão Online
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Pescadores acionam MPF por seguro contra proibição da pesca no Paraíba do Sul
A Associação dos Pescadores do Rio Paraíba do Sul acionou na segunda-feira (3) o Ministério Público Federal para garantir o salário mínimo a que cada pescador tem direito em época de defeso ou de proibição da pesca, como ocorre na bacia do Paraíba do Sul desde novembro do ano passado. Com sede em Campos dos Goytacazes, a associação reúne cerca de 4 mil pescadores.
No dia 18 daquele mês, a pesca, que já estava suspensa por causa do defeso (época da desova), foi proibida, devido ao vazamento de 8 mil litros do defensivo agrícola Endosulfan no rio. O vazamento do pesticida ocorreu por causa da falha no descarregamento do produto na Servatis, no município de Resende, no sul fluminense. A empresa é responsável pela formulação e envase do produto.
Desde então, sucessivas proibições vêm impedindo a sobrevivência dos pescadores em sua atividade, e muitos buscaram ocupação no comércio, nos serviços e na informalidade. Por um lapso que durou quase todo o mês de junho, a pesca esteve liberada no Paraíba do Sul em função do fim da vigência da proibição, em 31 de maio, e sua não renovação, que só aconteceria no dia 29.
Esse período de liberação teve como efeito colateral a suspensão do pagamento aos pescadores desde junho, apesar dos reiterados pedidos ao Ministério do Trabalho e Emprego. O descontentamento dos profissionais aumentou quando o ministro Carlos Lupi anunciou, no dia 24 de julho, a concessão do benefício aos pescadores da bacia do Rio Uruguai, no Rio Grande do Sul, em decorrência do período de defeso.
Contrariados, os pescadores do Paraíba do Sul, liderados por Jorge Carvalho, presidente da associação, decidiram em reunião no escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Campos dos Goytacazes, acionar o Ministério Público Federal para cobrar do Ministério do Trabalho e Emprego o benefício dado aos gaúchos por proposta feita e aceita em reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), realizada no último dia 28.
Fonte: Ambiente Brasil
No dia 18 daquele mês, a pesca, que já estava suspensa por causa do defeso (época da desova), foi proibida, devido ao vazamento de 8 mil litros do defensivo agrícola Endosulfan no rio. O vazamento do pesticida ocorreu por causa da falha no descarregamento do produto na Servatis, no município de Resende, no sul fluminense. A empresa é responsável pela formulação e envase do produto.
Desde então, sucessivas proibições vêm impedindo a sobrevivência dos pescadores em sua atividade, e muitos buscaram ocupação no comércio, nos serviços e na informalidade. Por um lapso que durou quase todo o mês de junho, a pesca esteve liberada no Paraíba do Sul em função do fim da vigência da proibição, em 31 de maio, e sua não renovação, que só aconteceria no dia 29.
Esse período de liberação teve como efeito colateral a suspensão do pagamento aos pescadores desde junho, apesar dos reiterados pedidos ao Ministério do Trabalho e Emprego. O descontentamento dos profissionais aumentou quando o ministro Carlos Lupi anunciou, no dia 24 de julho, a concessão do benefício aos pescadores da bacia do Rio Uruguai, no Rio Grande do Sul, em decorrência do período de defeso.
Contrariados, os pescadores do Paraíba do Sul, liderados por Jorge Carvalho, presidente da associação, decidiram em reunião no escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Campos dos Goytacazes, acionar o Ministério Público Federal para cobrar do Ministério do Trabalho e Emprego o benefício dado aos gaúchos por proposta feita e aceita em reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), realizada no último dia 28.
Fonte: Ambiente Brasil
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
O besouro e o tesouro
Marcelo Leite
Não há nada de especial no Lamprocyphus augustus
Poucas ideias causam tanta confusão quanto a ideia fixa com a biopirataria. É a versão biotecnológica do "berço esplêndido": o Brasil possuiria vastas riquezas naturais que permanecem inexploradas ou deixam de beneficiar o país por apropriação indébita por estrangeiros.
Nessa óptica conspiratória, os brasileiros ou são vítimas ou são cúmplices da roubalheira incúria ou entreguismo. A tese é popular em alguns setores militares e outros xenófobos, unindo conservadores e esquerdistas. Não é bem o caso da senadora Marina Silva, cuja defesa do tesouro da biodiversidade amazônica parece difícil de compatibilizar com formas primitivas de nacionalismo. Ela jamais subscreveria uma nova campanha "O petróleo (do pré-sal) é nosso", por exemplo, pois sabe que o futuro pertence às energias renováveis.
Segunda-feira que passou, no entanto, sua coluna nesta Folha trazia o título "O besouro é nosso". Referia-se ao inseto Lamprocyphus augustus, popularizado um ano atrás como "o besouro fotônico". Foi notícia por toda parte, a começar pela antenada revista americana "Wired".
Pesquisadores da Universidade de Utah (Estados Unidos) haviam descoberto que a disposição das escamas na carapaça verde iridescente do bicho conteria a chave para confeccionar os chips do futuro, que utilizarão a luz (fótons) em lugar de eletricidade. Computadores muito mais rápidos e eficientes, graças a um reles habitante do solo amazônico. Marina Silva mencionou no texto que o besouro havia chegado a Utah por meio de um comerciante belga e de uma transação pela internet. Registrou a suposta perda de US$ 2,4 bilhões anuais pelo Brasil com biopirataria. E concluiu: "Não duvido que, apenas com a tecnologia decorrente das pesquisas com este único besouro, os americanos produzam mais riqueza do que todo o valor anual da exploração ilegal de madeira, da soja e do gado na Amazônia".
Antes que o besouro fotônico entre para o anedotário da biopirataria, ao lado da "patente do cupuaçu" e do falso mapa de livro didático americano delimitando a Amazônia como "território internacional", é prudente deixar claro que o tal chip não existe, ainda. Não se produziu nem ganhou um centavo com ele. Consultada sobre a possibilidade de seu texto realimentar a lenda, a senadora explica que o besouro constitui apenas um exemplo. Foi usado, justificou, para enfatizar a necessidade de "investir fortemente em pesquisas e na adequada regulamentação daquilo que nossos biomas contêm".
Confrontado com a frase de Marina Silva reproduzida dois parágrafos atrás, Michael H. Bartl, autor do estudo de Utah, viu nela algum exagero. "No entanto", afirma, "os cristais fotônicos estruturados em forma de diamante que descobrimosno besouro L.augustus são de fato muito promissores para as propriedades ópticas e eletro-ópticas de nova geração." Agora, um pouco de água fria na fervura: "Nesse meio tempo também descobrimos estruturas similares em vários outros besouros, que nos permitirão não só manipular a luz verde (L. augustus), mas também a azul e a vermelha (cobrindo basicamente toda a faixa da luz visível)".
Em outras palavras: não há nada de especial no Lamprocyphus augustus. Existem dezenas, centenas de milhares de espécies de besouros pelo mundo. Mesmo que os azuis e os vermelhos também saiam daqui, isso não nos torna mais ricos nem mais pobres do que sempre fomos.
Fonte: Folha Online
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