sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Carcaças são retiradas da margem do Rio Tietê

Fonte: SPTV

Minc apresenta propostas de alteração no Código Florestal

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) apresentou nesta quinta-feira (5) propostas de alterações do Código Florestal, que deverão ser analisadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião na próxima segunda-feira (9).

Entre as propostas, está a facilitação da chamada averbação da reserva legal para a agricultura familiar, que passaria a ser feita por georreferenciamento pelo órgão ambiental responsável a partir de um desenho da propriedade rural entregue pelo próprio agricultor.

Até agora, os agricultores tinham que apresentar documentos já com as coordenadas da reserva legal em suas propriedades, o que era muito caro para a maioria dos pequenos agricultores.

Outra proposta é permitir a manutenção de culturas já existentes de maçã, uva e café em encostas. Não serão permitidas, porém, novas plantações.

O ministério quer ainda que grandes agricultores que desmataram a reserva legal possam comprar cotas de reserva legal de pequenos agricultores que tiverem preservado áreas acima das determinadas por lei.

"Dessa maneira, ninguém é obrigado a parar de produzir em uma área para manutenção da reserva legal, bastando comprar uma cota de quem preservou", afirma o documento divulgado pelo ministério.

Acordo - De acordo com o ministro Minc, vários desses pontos já foram acordados com representantes da agricultura familiar e dos grandes agricultores. "Há entendimento em muita coisa e a gente quer que tenha mais ainda. Sem entendimento, não há resolução nem no meio ambiente nem na produção", afirmou.

Fonte: Ambiente Brasil

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Al Gore lança 2ª parte de "Uma Verdade Inconveniente"

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, publicou uma segunda parte de seu best-seller de 2006 "An Inconvenient Truth" ("Uma Verdade Inconveniente").

Ela contém novas advertências sobre o aquecimento global, segundo declaração divulgada nesta quarta-feira (4).

Gore, que recebeu o Prêmio Nobel em 2007, depois da publicação do livro e de uma versão cinematográfica, apresenta estratégias claras para vencer a mudança climática em "Our Choice: A Plan to Solve the Climate Crisis" ("Nossa Opção: Um Plano para Resolver a Crise do Clima").

O livro "oferece soluções que podemos - e devemos - começar a implementar hoje mesmo", disse Gore em declaração divulgada pela editora Rodale Books.

Fonte: Folha Online

Rio Grande do Sul encaminha projeto para tratar o esgoto

A maioria das cidades do Rio Grande do Sul, atualmente, não trata nem 10% dos esgotos domésticos, que são lançados nos recursos hídricos do Estado. As informações são da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que pretende mudar essa situação. Para isso, enviou ontem uma proposta ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), sugerindo o regramento da legislação ambiental e permitindo um maior volume de investimentos em saneamento. Em Novo Hamburgo, um projeto de tratamento está previsto já para o início de janeiro.

A resolução, que aguarda aprovação, é realizada em conjunto com a Fepam e a Corsan e vai impedir que o esgoto chegue in natura nos rios e arroios. A medida prevê o tratamento de até 100% de esgoto sanitário nos municípios. O processo seria realizado por meio de uma instalação progressiva de sistemas de coleta e tratamento de efluentes líquido sanitários públicos.

Informada sobre a resolução, a Comusa - Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo relembrou o projeto de Novo Hamburgo, que irá tratar em até 80% dos resíduos com a construção de duas Estações de Tratamento de Esgoto e ampliação da captação de água bruta. As obras têm previsão para iniciar em janeiro, com um prazo de término de dois anos e um investimento de R$ 146 milhões.

O diretor-técnico da Comusa, Júlio Macedo, diz que a intercepção nas redes coletoras de águas pluviais impede que o esgoto caia nos arroios e rios. "Vai permitir uma redução com custos de produtos químicos. A qualidade da vida aquática será melhorada e principalmente a vida dos hamburguenses", garantiu.

Percentual aumentado

O presidente da Corsan, Mário Freitas, destaca que atualmente a legislação obriga o tratamento de 100% do esgoto, mas não estipula a fórmula como atingir este percentual. "Os municípios, por questões financeiras, não conseguem alcançar a totalidade e acabam investindo pouco em esgoto sanitário". Ao iniciar com tratamento primário, que representa 30% do tratamento de esgoto, já se diminui em 70% a quantidade de esgoto sanitário lançado nos mananciais hídricos, reduzindo progressivamente a carga poluidora. "Os esgotos domésticos lançados nos rios são os principais responsáveis pela degradação da qualidade de água das bacias hidrográficas, o que pode gerar doenças", afirmou.

Fonte: Diário de Canoas online

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pense bem

Fonte: WWF

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Anistia acusa Israel de negar acesso à água potável aos palestinos

O relatório acusa Israel de políticas discriminatórias

A organização de direitos humanos Anistia Internacional (AI) acusou o governo de Israel de negar aos palestinos o acesso livre à água potável, ao manter um controle total sobre os recursos hídricos compartilhados e seguir políticas discriminatórias.

Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, a AI afirma que Israel restringe sem razão a disponibilidade de água nos territórios ocupados da Cisjordânia. No caso da Faixa de Gaza, o bloqueio israelense teria levado o sistema de fornecimento de água e esgoto a um “ponto crítico”.
No documento, de 112 páginas, a Anistia sugere que Israel utiliza mais de 80% da água procedente do Aquífero da Montanha, um aquífero subterrâneo partilhado com os palestinos, que, por sua vez, só têm acesso a 20% do total.

Segundo a organização, por essa razão, o consumo médio de água entre os palestinos é de 70 litros por dia, comparados com 300 litros entre os israelenses. A organização ressalta que há casos em que palestinos consomem apenas 20 litros de água por dia – a quantidade mínima recomendada em casos de emergências humanitárias.

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Fonte: BBC Brasil

Meta brasileira no clima é tímida, diz Marina nos EUA


Para ex-ministra e pré-candidata, país não pode se limitar a reduzir desmatamento "Deve-se ter uma meta global, que seja para o desmatamento, para energia e para agricultura, para todos os setores"

É tímida a base da proposta que o Brasil deve levar para a conferência do clima de Copenhague, em dezembro, que limita a redução das emissões dos gases-estufa à redução do desmatamento no país, em 80% até 2020. A opinião é da senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente do governo Luiz Inácio Lula da Silva e pré-candidata à corrida presidencial de 2010.

"Não podemos nos limitar à redução das emissões apenas pela redução do desmatamento", disse ela ontem à tarde, em Washington, em encontro com jornalistas brasileiros, respondendo a uma pergunta da Folha. "Deve-se ter uma meta global, que seja para o desmatamento, para energia e para agricultura, para todos os setores."O Ministério do Meio Ambiente tem proposto uma meta mais ousada, que inclui outros setores, mas esta enfrenta resistências no governo.

Para a senadora, no entanto, há condições objetivas para chegar à meta global, mas esta ainda precisa ser definida. "Hoje, o grande desafio para o Ministério do Meio Ambiente é poder chegarmos a Copenhague com uma meta global, não apenas por desmatamento", disse Marina, que está em Washington a convite do Brazil Institute do Wilson Center para debater a preparação para a reunião de dezembro.

Hoje, ela se encontra com a congressista democrata Barbara Lee, da Califórnia, e com assessores dos senadores John Kerry, democrata do Massachusetts, e Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, os dois políticos mais graduados do Congresso dos EUA a defenderem a passagem da ambiciosa proposta de lei ambiental do presidente Barack Obama, que taxa os mais ricos e poluidores para investir numa matriz energética mais limpa.

A senadora concordou que há uma reação comandada pelo chamado "grupo desenvolvimentista" do governo brasileiro, que defende que aparas ambientais podem diminuir o ritmo de crescimento econômico brasileiro num momento em que o país não pode abrir mão dele.

"Obviamente, há uma visão mais refratária a essa ideia de uma meta global, mas ela encontra apoio forte na opinião pública nacional", disse ela."O desafio no Brasil será integrar as duas coisas, ambiente e desenvolvimento", disse. Para isso, defende ela, será preciso mudar a forma de consumir e produzir. "Um compromisso de longo prazo tem de ser assumido por diferentes governos, quem não fizer isso está sendo contrário aos interesses do país e lá na frente vai pagar caríssimo, porque o carbono vai passar a ser precificado".

Sobre essa prática, que nos EUA tem o nome de "cap-and-trade" e é defendida por Obama, ela diz que não pode ser considerada nem como fonte de renda por parte dos países subdesenvolvidos, nem como escoamento de culpa pelos desenvolvidos. "Tem de ser uma adicionalidade", disse. Marina diz não ser contra um monitoramento internacional para ações contra emissão. "Nossas metas são reportáveis e verificáveis. Isso vale para todo o mundo, não vai ter um xerife do mundo olhando para o Brasil."
Fonte: Folha Online

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Rio agoniza um ano após vazamento de pesticida

Quase um ano depois de um dos piores acidentes de sua história - o vazamento do pesticida endossulfan -, o Rio Paraíba do Sul ainda agoniza. Os peixes rarearam. Espécies como dourado, piau vermelho e cascudo preto e pintado não foram mais vistas. Em um esforço com empresas privadas para recuperar a vida no rio, o governo iniciou um programa para devolver ao Paraíba do Sul 1 milhão de peixes em dois anos.

Até agora, 90 mil filhotes (alevinos, no jargão técnico) foram lançados, mas eles só começarão a procriar em dois anos. O acidente aconteceu na noite de 18 de novembro, durante procedimento de envase do pesticida na Servatis, em Resende, no sul fluminense. Um caminhão com 30 mil litros da substância seguiu da área de sintetização para o tanque. No processo, uma mangueira se soltou, despejando o pesticida em um dique de contenção. "Uma válvula de descarte do dique de águas pluviais dava passagem.

O operador não percebeu porque não estava presente. Fizemos a testagem assim que percebemos a coloração leitosa da água do dique", relembra o gerente de Meio Ambiente da Servatis, Guilherme Gama. Oito mil litros de endossulfan vazaram e percorreram os 500 quilômetros do rio, entre Resende e a Praia de Atafona, em São João da Barra, no norte fluminense, onde está localizada a foz do Paraíba do Sul.

Por todo o caminho, o veneno deixou centenas de toneladas de peixes mortos.Esses peixes se estenderam por 32 quilômetros da orla de São João da Barra. Em Barra Mansa, pescadores retiraram 3 mil quilos de dourados, curimbas e piaus. "Foi a única vez na minha vida que peguei um piauçu de 20 quilos. Só que ele já estava morto", lamenta o pescador Sérgio Coelho, de 56 anos, presidente da Associação dos Canoeiros Defensores da Natureza de Barra Mansa. "O endossulfan atinge o sistema nervoso central dos peixes, causando paralisia nos órgãos internos e matando os animais", explica o biólogo Guilherme Souza, diretor técnico do Projeto Piabanha, que se dedica ao repovoamento dessa espécie no Paraíba do Sul.

O impacto foi ainda maior porque o acidente ocorreu no momento da piracema, quando os peixes sobem o rio para se reproduzir. "Esse acidente foi muito mais grave do que o vazamento de uma indústria de papel, em 2003. Naquela época, o rio foi atingido por matéria orgânica. Dessa vez, foi um produto extremamente tóxico, que dizimou a vida por onde passou", afirma o biólogo.

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Fonte: Estadão Online

Brasil aumenta representação no Conselho Mundial da Água

O Brasil ganhou mais espaço no Conselho Mundial da Água (World Water Concil – WWC). Criado em 1996 como uma plataforma multissetorial, com representantes de governos; academia; organizações não governamentais, usuários de água e pesquisadores, o WWC passou a ter dois diretores da ANA em seu quadro de dirigentes.

Benedito Baga foi reeleito como vice-presidente da entidade e Paulo Lopes Varella como “governador”, denominação dada aos que ocupam uma cadeira no conselho. Com a nova configuração, o Brasil continua como único representante da América do Sul e passou a ser o único da América Latina com dois dirigentes no WWC.

O México é outro país latino americano que também possui uma representação.“Isso mostra o aumento da importância do Brasil no cenário internacional e em uma entidade de peso como o WWC. A ANA conseguiu um feito importante na eleição do novo colegiado”, comenta o diretor da ANA Benedito Braga.

A Assembléia Geral do WWC foi realizada entre os dias 14 e 16 de outubro em Marselha, na França, onde fica a sede do WWC. Durante o encontro, com mais de 280 membros do Conselho, foram eleitos 36 diretores entre 74 candidatos. O atual presidente, o francês Loïc Fauchon, também foi reeleito. Junto com Braga, Fauchon integra a diretoria executiva do Conselho. O mandato de Braga como diretor da ANA expira no final do ano.

Por isso, ele foi eleito como representante do colegiado dos membros da Academia, posto para o qual foi mais votado. Braga é professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O mandato dos dirigentes é de três anos, de forma que cada grupo eleito é responsável pela organização do Fórum Mundial da Água, maior encontro de discussão sobre recursos hídricos, realizado pelo WWC a cada três anos.

O diretor da ANA Paulo Varella, foi eleito para a vaga de Braga no grupo dos representantes de entidades governamentais, onde recebeu o segundo maior número de votos, depois do representante da China. Varella lembra que o aumento da importância do Brasil em fóruns internacionais é resultado do fato de o País ter a maior reserva de água doce do mundo. “O WWC é um ambiente onde se discute temas da maior relevância no cenário global.

O conselho tem um desafio muito importante que é colocar o tema água na agenda política mundial uma vez que não uma economia não se desenvolve se não houver gestão adequada de seus recursos hídricos”, afirma.De acordo com Varella, sua eleição garante a continuidade do trabalho da ANA no WWC. “Vamos continuar interagindo com os outros países, especialmente trocando experiências e aprendendo”, diz ele, acrescentando que os próximos passos que dará como representante da Agência no Conselho é manter a liderança ao lado dos demais países da América do Sul. “Muitos países ainda não têm suas agências reguladoras de recursos hídricos estruturadas e o Brasil é também citado como exemplo entre eles. Portanto, temos muito a contribuir”, acrescenta.

Fonte: Pantanal News

sábado, 24 de outubro de 2009

Plantio em encostas vai ser legalizado

O pacote ambiental que o governo pretende baixar, por meio de decreto e medida provisória, procura resolver um problema secular, que vinha tirando o sono de muitos pequenos e médios agricultores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso, que plantam mate, maçã, uva, café e arroz nos morros, nas encostas e nas várzeas. Desde que essas áreas estejam consolidadas, o plantio poderá continuar a ser feito.

O Código Florestal vigente proíbe o uso das áreas por considerá-las de proteção permanente (APP). Por isso, o código terá de ser modificado por uma medida provisória."O mais importante é que estamos resolvendo questões relativas a 95% de todas as propriedades rurais do País. Não é pouca coisa", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. "O plantio de culturas lenhosas nos morros e encostas, que vai ser regularizado, ajudará a conter erosões e deslizamentos", afirmou. "E as pequenas e médias propriedades poderão ainda usar as APPs para compor a sua reserva legal.

Por exemplo: no Paraná e em Santa Catarina, uma propriedade de 150 hectares, que necessita de 30 hectares de reserva legal, poderá usar esses 30 hectares das margens de rios e encostas para compor a reserva", afirmou o ministro."Com a autorização para que os proprietários que desmataram mais do que o permitido possam comprar cotas de quem desmatou menos do que o permitido, estaremos recompensando aquele que preservou", disse ainda Minc. "Portanto, quem não desmatou vai receber por isso."

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou que, ao propor o pacote ambiental para o setor rural, a decisão do governo foi a de preservar o meio ambiente, oferecendo soluções para problemas e situações que poderiam pôr cerca de 3 milhões de pequenas e médias propriedades na ilegalidade."Existem agricultores que há 50 anos tiveram autorização da lei para ampliar as áreas produtivas.

Eles não desmataram ilegalmente. Mas, quem desmatou ilegalmente, nós não vamos defender". Stephanes foi um dos que mais lutaram dentro do governo para que a legislação trate de forma diferenciada pequenos e médios agricultores que agiram dentro da lei.Stephanes também disse que o Código Florestal contempla todo o território nacional, mas não considera as diferentes realidades nem as regiões nas quais a agricultura se instalou há décadas.Por isso, defendeu as mudanças. "Se as normas forem cumpridas à risca, a metade das propriedades rurais do Centro-Sul do País, no qual a agropecuária está consolidada, está ou estará fora da lei", completou.

Fonte: Estadão Online

Sininho será nova "embaixadora verde" da ONU

Sininho, a fadinha amiga de Peter Pan, será a próxima "embaixadora verde honorária" da ONU (Organização das Nações Unidas), um cargo com o qual terá a missão de conscientizar as crianças sobre os problemas ambientais.

A ONU anunciou que a fadinha da Disney assumirá o cargo com o objetivo de colaborar com a tarefa da organização de estimular a determinação de um acordo na conferência sobre o clima que será realizada em Copenhague entre 7 e 18 de dezembro."A Sininho é uma grande embaixadora do meio ambiente, sempre viveu em harmonia com a natureza e sua nomeação é uma grande oportunidade para que esta adorável personagem sirva de inspiração para crianças de todo o mundo", explicou a ONU.

Em comunicado, acrescentou que nove de cada dez desastres naturais está relacionado com o aumento da temperatura global.

O subsecretário-geral de Comunicação e Informação Pública da ONU, Kiyo Akasaka, organizará a "posse", que acontecerá no domingo, coincidindo com a estreia em sua sede de "Sininho e o Tesouro Perdido", um desenho animado da Disney cujo DVD começará a ser vendido na semana que vem."Estamos encantados que Sininho tenha aceitado ser nossa 'embaixadora verde honorária'", disse Akasaka, já que "a personagem pode nos ajudar a inspirar muitas crianças e seus pais a fazerem o que puderem para cuidar do meio ambiente".

Fonte: Ambiente Brasil

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Setor de energia hidrelétrica teme futuro sem geleiras

Na geleira situada na nascente do rio Rhone, o glaciologista Andreas Bauder se coloca ao lado de uma estaca de 3 metros de altura enfiada no gelo e aponta para algum lugar acima da cabeça."Isso é aproximadamente o derretimento de um mês", diz ele, enquanto seus colegas cientistas perfuram o gelo. "Eu tenho uns 2 metros de altura".

Do Himalaia aos Andes, geleiras que derretem com rapidez representam oportunidades no curto prazo - e riscos no longo prazo - para a energia hidrelétrica e para a indústria da construção civil e o setor de engenharia impulsionados por ela.

A energia hidrelétrica, que é a forma de energia renovável mais usada no mundo, supre mais da metade das necessidades energéticas da Suíça. À medida que os verões trazem a seca e recedem as geleiras (que ajudam a mover as turbinas com as águas de degelo), essa parcela deve cair.Um estudo feito pela universidade técnica EPFL, de Lausanne, prevê um declínio da hidroeletricidade de 46 por cento até 2035 dos cerca de 60 por cento atuais, à medida que a precipitação diminuir e o uso mundial de energia aumentar.

Da mesma forma que o Himalaia é a "caixa d'água da Ásia", a Suíça é a fonte dos maiores rios da Europa, sustentando agricultura e hidrovias e resfriando reatores nucleares.

A água escorre pelas fendas brancas e azuladas e o gelo racha e estala enquanto Bauder -- que passa entre 20 e 30 dias por ano trabalhando nas geleiras suíças para a universidade técnica de Zurique -- explica que a maior parte da imensa geleira do Rhone terá desaparecido até o final do século."A natureza pode se adaptar às circunstâncias", disse ele. "Mas as pessoas são muito mais frágeis com relação às condições de vida".

Mais de um bilhão de pessoas no mundo vivem em bacias hidrográficas abastecidas por geleiras ou pelo derretimento da neve.

As geleiras vêm recuando de forma drástica desde o fim da Pequena Era do Gelo, no século 19, em especial no Himalaia, onde abastecem rios como o Mekong e o Yang-tsé e garantem água e energia para economias de rápido crescimento.

A falta de água para a energia hidrelétrica já é "crítica" na Bolívia, no Peru, na Colômbia e no Equador, de acordo com o Painel Intergovernamental de Mudança Climática da Organização das Nações Unidas (ONU), que também vê riscos ao abastecimento de água no sul da Califórnia, decorrente da perda da banquisa de Sierra Nevada e da bacia do rio Colorado. Na Europa, 20 por cento da eletricidade vem da água.

Bauder aponta para uma área de terra pedregosa e pequenos lagos além da geleira do Rhone:"Quando eu era um garoto, lembro que a geleira era bem maior".

Fonte: Ambiente Brasil

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

MMA quer facilitar a construção de hidrelétricas na Amazônia, com licenças regionais

Telma Monteiro

Segundo a secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, frente as novas demandas de energia no país, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) estuda uma forma de agilizar o licenciamento, emitindo licenças regionais.

A possibilidade de flexibilização nas concessões de licenças ambientais externalizada pela secretária-executiva do Ministério de Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, é no mínimo descarada. Descaramento é o único termo que pode classificar as palavras da segunda autoridade do MMA, que deveria se preocupar única e exclusivamente com a preservação dos recursos naturais.

Izabella Teixeira de forma falsa mencionou sua prioridade pessoal de discutir hidrelétricas na Amazônia a usinas térmicas e nucleares. Isso que ela chama de discussão seria o mesmo que dar a um condenado a morte duas possibilidades: ou de morrer na cadeira elétrica ou de morrer enforcado. Demandas de infraestrutura de energia é um tema que a senhora em questão deveria pensar duas vezes antes de emitir opinião.

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Fonte: Eco-finanças

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Consumo de água contaminada já deixou 10 mil doentes, diz Anvisa

Dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que o consumo de água contaminada no país já provocou doenças em cerca de 10 mil brasileiros, entre 1999 e 2008. Os números do Ministério da Saúde apontam, ainda que, na maioria dos casos, a contração de doenças pelo consumo de água ocorre dentro das residências.

Para a Anvisa, esses índices epidemiológicos revelam a necessidade de utilizar água tratada e ingredientes seguros no preparo de alimentos. “Muitas vezes, a população não toma cuidado com as condições de limpeza das caixas d’água, por exemplo, e isso se torna um fator de risco para a contaminação de alimentos”, argumenta a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito.

Outro ponto que preocupa, segundo a Anvisa, é a forma como o brasileiro faz a compra de alimentos. É preciso verificar se o supermercado ou estabelecimento comercial apresenta condições adequadas de conservação dos alimentos oferecidos. “Para escolher esses estabelecimentos, não utilize apenas critérios como a proximidade do domicílio e o preço dos produtos, verifique também a limpeza e organização do ambiente”, orienta Maria Cecília.
O consumidor também deve checar se refrigerador ou congelador do estabelecimento tem um termômetro para controle da temperatura. Os alimentos congelados e refrigerados devem estar armazenados sob temperatura recomendada pelo fabricante.

“Siga a ordem correta de compra dos alimentos: primeiro, os produtos não-comestíveis, como utensílios e materiais de limpeza; segundo, os alimentos não-perecíveis e depois os perecíveis, como carnes e outros produtos conservados sob refrigeração”, complementa a diretora da Anvisa.

O consumidor também deve se organizar para que o tempo entre a compra dos alimentos perecíveis e seu armazenamento no domicílio não ultrapasse duas horas.

Fonte: Ambiente Brasil