segunda-feira, 23 de março de 2009

Mundo está longe de acesso à agua potável, diz relatório da ONU

Meta da ONU é reduzir pela metade o percentual da população sem acesso sustentável a fonte de água potável até 2015

O acesso a serviços como água potável e saneamento básico continua inadequado na maior parte dos países em desenvolvimento de acordo com o 3º Relatório das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Mundial dos Recursos Hídricos, divulgado no 5º Fórum Mundial da Água, que termina neste domingo (22), em Istambul, na Turquia.
Se o cenário atual for mantido, cerca de cinco bilhões de pessoas - ou 67% da população mundial - vão continuar sem esgotamento sanitário em 2030. Dessa forma, a perspectiva de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) relativos à água em 2015 é ao mesmo tempo promissor e alarmante. De um lado, a atual tendência leva a crer que 90% da população terá acesso a boas fontes de água potável no prazo estipulado. De outro, o progresso em termos de esgotamento sanitário, deve continuar insuficiente.

O objetivo estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2000 é reduzir pela metade, até 2015, o percentual da população sem acesso sustentável a uma fonte adequada de água potável e a saneamento.

África
No que diz respeito à água potável, o mundo está próximo de alcançar as metas estabelecidas nos ODM, a não ser pela África Sub-Saariana, onde cerca de 340 milhões de pessoas ainda não têm acesso ao recurso natural.Contudo, os países ainda estão longe de alcançar o objetivo de saneamento. Só na África, meio bilhão de pessoas não têm acesso a esgotamento sanitário. De acordo com a ONU, os esforços devem ser redobrados para superar esse atraso.Segundo o relatório, a ligação entre pobreza e recursos hídricos é obvia, pois o número de pessoas que vivem com menos de US$ 1,25 por dia coincide, quase que totalmente, com o número daqueles que vivem sem água potável. O principal impacto dessa situação é observado na saúde, de acordo com o documento. Quase 80% das doenças em países em desenvolvimento estão associadas à qualidade da água e causam cerca de três milhões de mortes por dia.

Fonte: Abril.com