quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pense bem

Fonte: WWF

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Anistia acusa Israel de negar acesso à água potável aos palestinos

O relatório acusa Israel de políticas discriminatórias

A organização de direitos humanos Anistia Internacional (AI) acusou o governo de Israel de negar aos palestinos o acesso livre à água potável, ao manter um controle total sobre os recursos hídricos compartilhados e seguir políticas discriminatórias.

Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, a AI afirma que Israel restringe sem razão a disponibilidade de água nos territórios ocupados da Cisjordânia. No caso da Faixa de Gaza, o bloqueio israelense teria levado o sistema de fornecimento de água e esgoto a um “ponto crítico”.
No documento, de 112 páginas, a Anistia sugere que Israel utiliza mais de 80% da água procedente do Aquífero da Montanha, um aquífero subterrâneo partilhado com os palestinos, que, por sua vez, só têm acesso a 20% do total.

Segundo a organização, por essa razão, o consumo médio de água entre os palestinos é de 70 litros por dia, comparados com 300 litros entre os israelenses. A organização ressalta que há casos em que palestinos consomem apenas 20 litros de água por dia – a quantidade mínima recomendada em casos de emergências humanitárias.

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Fonte: BBC Brasil

Meta brasileira no clima é tímida, diz Marina nos EUA


Para ex-ministra e pré-candidata, país não pode se limitar a reduzir desmatamento "Deve-se ter uma meta global, que seja para o desmatamento, para energia e para agricultura, para todos os setores"

É tímida a base da proposta que o Brasil deve levar para a conferência do clima de Copenhague, em dezembro, que limita a redução das emissões dos gases-estufa à redução do desmatamento no país, em 80% até 2020. A opinião é da senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente do governo Luiz Inácio Lula da Silva e pré-candidata à corrida presidencial de 2010.

"Não podemos nos limitar à redução das emissões apenas pela redução do desmatamento", disse ela ontem à tarde, em Washington, em encontro com jornalistas brasileiros, respondendo a uma pergunta da Folha. "Deve-se ter uma meta global, que seja para o desmatamento, para energia e para agricultura, para todos os setores."O Ministério do Meio Ambiente tem proposto uma meta mais ousada, que inclui outros setores, mas esta enfrenta resistências no governo.

Para a senadora, no entanto, há condições objetivas para chegar à meta global, mas esta ainda precisa ser definida. "Hoje, o grande desafio para o Ministério do Meio Ambiente é poder chegarmos a Copenhague com uma meta global, não apenas por desmatamento", disse Marina, que está em Washington a convite do Brazil Institute do Wilson Center para debater a preparação para a reunião de dezembro.

Hoje, ela se encontra com a congressista democrata Barbara Lee, da Califórnia, e com assessores dos senadores John Kerry, democrata do Massachusetts, e Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, os dois políticos mais graduados do Congresso dos EUA a defenderem a passagem da ambiciosa proposta de lei ambiental do presidente Barack Obama, que taxa os mais ricos e poluidores para investir numa matriz energética mais limpa.

A senadora concordou que há uma reação comandada pelo chamado "grupo desenvolvimentista" do governo brasileiro, que defende que aparas ambientais podem diminuir o ritmo de crescimento econômico brasileiro num momento em que o país não pode abrir mão dele.

"Obviamente, há uma visão mais refratária a essa ideia de uma meta global, mas ela encontra apoio forte na opinião pública nacional", disse ela."O desafio no Brasil será integrar as duas coisas, ambiente e desenvolvimento", disse. Para isso, defende ela, será preciso mudar a forma de consumir e produzir. "Um compromisso de longo prazo tem de ser assumido por diferentes governos, quem não fizer isso está sendo contrário aos interesses do país e lá na frente vai pagar caríssimo, porque o carbono vai passar a ser precificado".

Sobre essa prática, que nos EUA tem o nome de "cap-and-trade" e é defendida por Obama, ela diz que não pode ser considerada nem como fonte de renda por parte dos países subdesenvolvidos, nem como escoamento de culpa pelos desenvolvidos. "Tem de ser uma adicionalidade", disse. Marina diz não ser contra um monitoramento internacional para ações contra emissão. "Nossas metas são reportáveis e verificáveis. Isso vale para todo o mundo, não vai ter um xerife do mundo olhando para o Brasil."
Fonte: Folha Online

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Rio agoniza um ano após vazamento de pesticida

Quase um ano depois de um dos piores acidentes de sua história - o vazamento do pesticida endossulfan -, o Rio Paraíba do Sul ainda agoniza. Os peixes rarearam. Espécies como dourado, piau vermelho e cascudo preto e pintado não foram mais vistas. Em um esforço com empresas privadas para recuperar a vida no rio, o governo iniciou um programa para devolver ao Paraíba do Sul 1 milhão de peixes em dois anos.

Até agora, 90 mil filhotes (alevinos, no jargão técnico) foram lançados, mas eles só começarão a procriar em dois anos. O acidente aconteceu na noite de 18 de novembro, durante procedimento de envase do pesticida na Servatis, em Resende, no sul fluminense. Um caminhão com 30 mil litros da substância seguiu da área de sintetização para o tanque. No processo, uma mangueira se soltou, despejando o pesticida em um dique de contenção. "Uma válvula de descarte do dique de águas pluviais dava passagem.

O operador não percebeu porque não estava presente. Fizemos a testagem assim que percebemos a coloração leitosa da água do dique", relembra o gerente de Meio Ambiente da Servatis, Guilherme Gama. Oito mil litros de endossulfan vazaram e percorreram os 500 quilômetros do rio, entre Resende e a Praia de Atafona, em São João da Barra, no norte fluminense, onde está localizada a foz do Paraíba do Sul.

Por todo o caminho, o veneno deixou centenas de toneladas de peixes mortos.Esses peixes se estenderam por 32 quilômetros da orla de São João da Barra. Em Barra Mansa, pescadores retiraram 3 mil quilos de dourados, curimbas e piaus. "Foi a única vez na minha vida que peguei um piauçu de 20 quilos. Só que ele já estava morto", lamenta o pescador Sérgio Coelho, de 56 anos, presidente da Associação dos Canoeiros Defensores da Natureza de Barra Mansa. "O endossulfan atinge o sistema nervoso central dos peixes, causando paralisia nos órgãos internos e matando os animais", explica o biólogo Guilherme Souza, diretor técnico do Projeto Piabanha, que se dedica ao repovoamento dessa espécie no Paraíba do Sul.

O impacto foi ainda maior porque o acidente ocorreu no momento da piracema, quando os peixes sobem o rio para se reproduzir. "Esse acidente foi muito mais grave do que o vazamento de uma indústria de papel, em 2003. Naquela época, o rio foi atingido por matéria orgânica. Dessa vez, foi um produto extremamente tóxico, que dizimou a vida por onde passou", afirma o biólogo.

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Fonte: Estadão Online

Brasil aumenta representação no Conselho Mundial da Água

O Brasil ganhou mais espaço no Conselho Mundial da Água (World Water Concil – WWC). Criado em 1996 como uma plataforma multissetorial, com representantes de governos; academia; organizações não governamentais, usuários de água e pesquisadores, o WWC passou a ter dois diretores da ANA em seu quadro de dirigentes.

Benedito Baga foi reeleito como vice-presidente da entidade e Paulo Lopes Varella como “governador”, denominação dada aos que ocupam uma cadeira no conselho. Com a nova configuração, o Brasil continua como único representante da América do Sul e passou a ser o único da América Latina com dois dirigentes no WWC.

O México é outro país latino americano que também possui uma representação.“Isso mostra o aumento da importância do Brasil no cenário internacional e em uma entidade de peso como o WWC. A ANA conseguiu um feito importante na eleição do novo colegiado”, comenta o diretor da ANA Benedito Braga.

A Assembléia Geral do WWC foi realizada entre os dias 14 e 16 de outubro em Marselha, na França, onde fica a sede do WWC. Durante o encontro, com mais de 280 membros do Conselho, foram eleitos 36 diretores entre 74 candidatos. O atual presidente, o francês Loïc Fauchon, também foi reeleito. Junto com Braga, Fauchon integra a diretoria executiva do Conselho. O mandato de Braga como diretor da ANA expira no final do ano.

Por isso, ele foi eleito como representante do colegiado dos membros da Academia, posto para o qual foi mais votado. Braga é professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O mandato dos dirigentes é de três anos, de forma que cada grupo eleito é responsável pela organização do Fórum Mundial da Água, maior encontro de discussão sobre recursos hídricos, realizado pelo WWC a cada três anos.

O diretor da ANA Paulo Varella, foi eleito para a vaga de Braga no grupo dos representantes de entidades governamentais, onde recebeu o segundo maior número de votos, depois do representante da China. Varella lembra que o aumento da importância do Brasil em fóruns internacionais é resultado do fato de o País ter a maior reserva de água doce do mundo. “O WWC é um ambiente onde se discute temas da maior relevância no cenário global.

O conselho tem um desafio muito importante que é colocar o tema água na agenda política mundial uma vez que não uma economia não se desenvolve se não houver gestão adequada de seus recursos hídricos”, afirma.De acordo com Varella, sua eleição garante a continuidade do trabalho da ANA no WWC. “Vamos continuar interagindo com os outros países, especialmente trocando experiências e aprendendo”, diz ele, acrescentando que os próximos passos que dará como representante da Agência no Conselho é manter a liderança ao lado dos demais países da América do Sul. “Muitos países ainda não têm suas agências reguladoras de recursos hídricos estruturadas e o Brasil é também citado como exemplo entre eles. Portanto, temos muito a contribuir”, acrescenta.

Fonte: Pantanal News