sexta-feira, 3 de abril de 2009

Cemig desenvolve sistema de previsão das vazões dos rios

Um novo sistema, que está sendo desenvolvido pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), vai permitir elaborar a previsão das vazões dos rios mineiros com quase uma semana de antecedência. De acordo com o engenheiro de planejamento hidroenergético da empresa, Luiz César Mendes Botelho, o método integrará as previsões meteorológicas do Centro de Climatologia MG Tempo com dados obtidos em tempo real do Sistema de Telemetria e Monitoramento Hidrometeorológico (STH), que possui mais de cem estações em Minas Gerais e Goiás. Esse sistema será implantado nas bacias do alto rio Grande (Sul de Minas), do rio Preto (Noroeste), do rio Paranaíba (Triângulo Mineiro) e do rio Jequitinhonha.

A antecedência vai possibilitar maior agilidade e segurança no aviso à população. No período chuvoso, o planejamento hidroenergético das usinas, definido junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), busca orientar a operação das hidrelétricas para acumular água nos reservatórios. Também visa garantir a geração de energia para atendimento aos consumidores durante o ano e promover o controle das cheias.

Segundo o engenheiro de planejamento hidroenergético da Cemig André Cavallari, nem sempre é possível impedir que o nível do rio atinja a área de restrição, provocando enchente, mas as operações são sempre realizadas para minimizar seu impacto. "Além disso, estamos atentos a outras demandas socioambientais, como evitar o aprisionamento de peixes e informar a população ribeirinha sobre as alterações no nível do rio", afirma. Rede de informações Um sistema de informações criado pela Cemig em parceria com pescadores e ribeirinhos das margens do São Francisco, entre Três Marias e Ibiaí, vem funcionando desde 2007.

Os moradores são avisados antes de cada vertimento da Usina de Três Marias, por uma rede de contatos localizada estrategicamente ao longo desse trecho. Os colaboradores da rede são responsáveis por percorrer de barco trechos específicos, avisando também os moradores das ilhas da região. Segundo o presidente da Colônia de Pescadores de Buritizeiro, Geraldo Reis, os prejuízos da população com as enchentes eram constantes e incalculáveis. "Sem informação, perdíamos tudo. O alerta a todos é um grande benefício", elogia.

Fonte: UAI