quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

RS - Pesquisa revela que 2010 promete ser o ano do saneamento básico

Com a proximidade do ano-novo, já tem gente arriscando algumas previsões para 2010, quase todas individuais. Agora, quando o assunto é coletivo, como o desenvolvimento de uma cidade, dificilmente alguém se incluiu nos planos do que irá mudar daqui pra frente. Na região, um problema que diz respeito a todo mundo é a poluição do Rio dos Sinos, responsável por matar a sede de por volta de 1,3 milhão de pessoas. E em 2010, será diferente ou apenas entre 5% e 6% do esgoto produzido continuará sendo tratado antes de ser jogado no rio?

Para a Agência Nacional das Águas (ANA), a região metropolitana de Porto Alegre precisa de investimentos de R$ 266 milhões em abastecimento de água. Os números fazem parte de um levantamento inédito divulgado ontem sobre as vulnerabilidades de mananciais e sistemas de produção de todas as regiões metropolitanas do Nordeste e do Sul do País.

No Estado, a pesquisa analisou a situação de 31 cidades da região metropolitana, como Novo Hamburgo, São Leopoldo e Canoas, além dos municípios de Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria, que apresentam população superior a 250 mil habitantes.

A boa notícia é que 2010 deverá ser um marco importante na história de recuperação do Rio dos Sinos. "Os frutos começarão a ser colhidos", avalia o presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio do Sinos (Comitesinos), Silvio Klein.

Se a verba for liberada para que todos os projetos saiam do papel, logo o cenário de água suja, lixo e esgoto que maculam o Sinos poderá mudar. A previsão é que até 2013 só Novo Hamburgo (onde 2% do esgoto é tratado) invista R$ 153 milhões em saneamento.

R$ 1 milhão para elaborar estudo

O Comitesinos tem garantido mais de R$ 1 milhão para elaborar o estudo do Plano de Bacia da região. Quando a outra parcela do recurso for depositada, o que deve ocorrer em janeiro, a comunidade será convocada para participar de encontros em que serão elaborados diagnósticos sobre a situação do rio e apresentadas propostas de ações. Estão em andamento estudos para controlar a vazão do rio, principalmente em períodos de seca.

Comitesinos lembra mortandade

Quando se fala em Rio do Sinos, impossível não lembrar da mortandade de peixes de 2006. Para Silvio Klein, a tragédia ambiental provocou uma mobilização social nunca antes vista em prol do Rio dos Sinos. Uma das principais mudanças pode ser vista na qualidade das águas do Arroio Portão, local onde foi desencadeada a mortandade. Segundo Klein, a Fepam atribuiu a melhora à grande quantidade de chuvas e fiscalização mais intensa.

Fonte: Diário de Canoas